Sexta-feira, 13/02/26

Senadores cobram MEC por atraso em material didático para deficientes visuais

Senadores cobram MEC por atraso em material didático para deficientes visuais
Senadores cobram MEC por atraso em material didático para deficientes – Reprodução

A senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) apresentou um requerimento (RQS 71/2026) ao Ministério da Educação para obter explicações sobre o atraso na entrega de material didático para alunos com deficiência visual na rede pública. A parlamentar destacou que o acesso a esses materiais é indispensável para a igualdade de oportunidades e desenvolvimento dos estudantes com deficiência, estimando que até 45 mil alunos possam ser afetados.

Outros senadores também se posicionaram contra a situação. O senador Marcos Pontes (PL-SP) afirmou em rede social que o atraso não decorre de falta de recursos ou problemas técnicos, mas de uma decisão política. Já a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal (MPF) para investigar o caso.

O Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) é responsável pela produção e distribuição de obras didáticas, incluindo livros em braille e formatação ampliada, para escolas públicas. Segundo o MEC, a entrega está prevista para março, beneficiando 3.495 alunos cegos e surdocegos, sendo 3.116 do ensino fundamental e 379 da Educação de Jovens e Adultos (EJA). O Censo Escolar 2025 registra 6.996 estudantes com essas deficiências matriculados na rede pública.

A Consultoria de Orçamentos do Senado (Conorf) aponta que o orçamento para produção, compra e distribuição de livros da Educação Básica em 2026 é de R$ 1,9 bilhão, uma redução de 29,6% em relação aos R$ 2,7 bilhões aprovados no ano anterior. Não há detalhamento específico para os livros em braille nessa dotação.

No contexto de acessibilidade, o Senado mantém o Senado Notícias em Braille desde 2008, uma publicação mensal enviada gratuitamente a associações, bibliotecas e universidades. As edições são produzidas pela Agência Senado e distribuídas a quase 140 entidades, inclusive em Portugal. As informações foram retiradas da Agência Senado.

T LB

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