Sexta-feira, 13/02/26

Síndico e filho suspeitos de matar corretora são transferidos para presídio de Caldas Novas

Justiça mantém prisão de síndico acusado pela morte de corretora em Caldas Novas
Justiça mantém prisão de síndico acusado pela morte de corretora – Reprodução

FACILITAR INVESTIGAÇÃO

Síndico Cleber Rosa e o filho estavam presos em Goiânia e passam a ficar à disposição da Justiça na cidade onde corretora foi morta

Justiça mantém prisão de síndico acusado pela morte de corretora em Caldas Novas (Foto: Jucimar de Sousa)

Os dois principais suspeitos da morte da corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, foram transferidos para o presídio de Caldas Novas, onde o caso é apurado. O síndico Cleber Rosa de Oliveira, que confessou o assassinato, e o filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, suspeito de ajudar a ocultar provas, estavam detidos em Goiânia desde 28 de janeiro. A Polícia Civil informou que novas atualizações só serão divulgadas após a conclusão do inquérito.

A transferência tem o objetivo de facilitar procedimentos como interrogatórios, diligências e perícias complementares, já que a investigação tramita em Caldas Novas, onde o crime aconteceu.

Celular da corretora

Um dos elementos recentes que reforçam a apuração foi a localização do celular da corretora, encontrado dentro da caixa de esgoto do condomínio onde ela morava. O aparelho estava submerso desde 17 de dezembro, data do desaparecimento, e foi encontrado durante testes técnicos da perícia. Para os investigadores, o local sugere tentativa de esconder provas digitais.

O telefone passa por análise especializada para verificar se ainda é possível recuperar dados, como mensagens, gravações e registros de localização. A polícia acredita que o conteúdo pode ajudar a esclarecer se Daiane foi atraída ao subsolo após uma interrupção de energia no apartamento. A corretora tinha o hábito de registrar conflitos e irregularidades no prédio, o que levanta a hipótese de que ela tenha gravado algo pouco antes do crime.

Morte confirmada

A morte foi confirmada após exame pericial que identificou oficialmente ocorpo encontrado 42 dias após o desaparecimento em uma área de mata às margens da rodovia GO-213. O resultado foi enviado ao Instituto Médico-Legal Aristoclides Teixeira. Devido ao avançado estado de decomposição, a identificação foi possível principalmente por análise odontológica.

Corretora desapareceu após descer ao subsolo de prédio para religar energia em Caldas Novas (Foto: Arquivo Pessoal)

Segundo o atestado de óbito, a causa da morte foi tiro na cabeça. Após confessar o crime, o síndico indicou o local onde abandonou o corpo, próximo ao Rio Corumbá, na divisa com Ipameri, e afirmou ter jogado a arma na água.

A defesa de Cleber, realizada pelo escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio, declarou que não irá comentar o caso até o fim das investigações, mas afirma que ele segue colaborando com as autoridades. Os advogados também sustentam que Maicon não participou do assassinato.

Leia também:

Pessoa alegre

Daiane foi vista pela última vez no dia 17 de dezembro ao sair do elevador do prédio onde morava para verificar uma queda de energia no subsolo. Imagens mostram a corretora pouco antes do desaparecimento, conversando com um morador e seguindo em direção à área comum enquanto grava o trajeto com o celular.

Amigos e familiares descrevem a corretora como uma pessoa comunicativa, alegre e muito presente na vida de quem convivia com ela. Segundo relatos, ela gostava de reunir amigos, dançar e registrar momentos de descontração em vídeos. Em gravações guardadas por pessoas próximas, a corretora aparece sorrindo e cantando músicas como Arco-Íris e sucessos do grupo É o Tchan, sempre em clima de brincadeira.

A auxiliar administrativa Giorgiana dos Passos, amiga da vítima, contou que Daiane era conhecida por se preocupar com todos ao redor e manter contato frequente com amigos e familiares. Segundo ela, após a confirmação da morte, o choque foi tão grande que muitos próximos ficaram dias sem conseguir falar sobre o assunto. “Ela era muito viva, muito animada. É difícil acreditar”, relatou.

Amiga de corretora quer lembrar de Daiane feliz e cheia de vida. ‘Rodeada de amigos’

Natural de Uberlândia (MG), a corretora havia se mudado para Goiás e trabalhava no ramo imobiliário. Pessoas próximas afirmam que ela era dedicada à profissão e costumava registrar situações do cotidiano, inclusive problemas no condomínio onde morava em Caldas Novas.

Ela deixou uma filha adolescente, e a família segue acompanhando o andamento do caso enquanto aguarda a conclusão do inquérito policial.

T LB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *