Quarta-feira, 11/03/26

Correios admitem risco de não pagar 13º após reunião no TST

Correios admitem risco de não pagar 13º após reunião no TST
Correios admitem risco de não pagar 13º após reunião no TST | Imagem: Reprodução

A direção dos Correios informou, em audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), que não há recursos suficientes para garantir o pagamento do 13º salário dos empregados, diante da situação financeira da empresa.

Pagamento do 13º em risco

A afirmação foi feita por representantes da estatal durante reunião com federações e sindicatos, gerando alerta entre trabalhadores e sindicatos, que consideraram a proposta apresentada insuficiente e mantiveram indicativo de paralisação.

Proposta dos Correios

A proposta oficial dos Correios, segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), inclui a manutenção do Acordo Coletivo até fevereiro de 2026 sem pagamento do “ticket extra”, sem reposição da inflação e sem reajuste salarial, o que foi considerado “frustrante” pela entidade.

A federação mantém o indicativo de greve para 16 de dezembro.

A estatal busca soluções em duas frentes: aporte direto do Tesouro e empréstimo bancário.

O governo trabalha para viabilizar crédito emergencial ou financiamento, mas as condições exigidas ainda não foram totalmente atendidas.

Entenda a situação dos Correios

A crise atual é resultado de queda de receitas, aumento de custos e perdas logísticas.

O crescimento do e-commerce ajudou parcialmente, mas não compensou gargalos estruturais e a concorrência privada.

Segundo o ministro da Fazenda, as novas empresas de logística ficaram com os serviços mais lucrativos, deixando a estatal com os serviços menos rentáveis.

Em nota, a empresa afirmou que está em negociação do Plano de Reestruturação e do Acordo Coletivo, e que não há suspensão de obrigações trabalhistas.

A Findect reforçou o compromisso com a defesa dos direitos dos trabalhadores.

T LB

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