“Desde o aliciamento e a exposição a produtos ilegais até configurações de conta que comprometem a segurança de menores, o Snapchat parece ter ignorado que a Lei de Serviços Digitais exige altos padrões de segurança para todos os usuários”, disse a chefe de tecnologia da União Europeia, Henna Virkkunen, em um comunicado.
O Snapchat afirmou que revisa e reforça continuamente suas medidas de segurança.
“Até o momento, temos cooperado plenamente com a Comissão, atuando de forma proativa, transparente e de boa-fé para atender aos altos padrões de segurança da DSA, e continuaremos a fazer isso ao longo desta investigação”, disse um porta-voz.
A Comissão Europeia, encarregada de fazer cumprir a lei, afirmou suspeitar que o Snapchat não possui salvaguardas suficientes para impedir que crianças sejam contatadas por usuários que buscam explorá-las sexualmente ou para atividades criminosas.
A Comissão afirmou que as ferramentas de moderação de conteúdo da empresa eram ineficazes para impedir a disseminação de informações que direcionavam os usuários para a venda de produtos ilegais, como drogas, ou produtos com restrição de idade, como cigarros eletrônicos e bebidas alcoólicas.
Neste contexto, a Comissão Europeia afirmou que assumirá uma investigação iniciada por reguladores holandeses em setembro passado sobre a venda de cigarros eletrônicos para crianças no Snapchat.








