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Produto era vendido como energético, mas continha medicamento oculto
Imagem: IA/Reprodução
Um suplemento vendido como energético foi retirado do mercado nos Estados Unidos após autoridades identificarem a presença de uma substância que prolonga a ereção, sem que isso estivesse informado no rótulo. O produto em questão é o Ashfiat Alharamain Energy Support, fabricado pela empresa Akkarco, que orientou consumidores a interromperem o uso imediatamente.
Segundo a FDA — agência reguladora de alimentos e medicamentos dos EUA —, análises detectaram tadalafila na composição do suplemento, apesar de o medicamento não constar na fórmula declarada. A tadalafila é indicada principalmente para o tratamento da disfunção erétil e de sintomas do aumento da próstata, tendo efeito mais prolongado que o Viagra. Por esse motivo, o órgão classificou o item como um medicamento não aprovado, cuja segurança e eficácia não foram comprovadas.
De acordo com a própria Akkarco, o produto era comercializado como uma ferramenta para aumentar a vitalidade masculina, melhorar o desempenho físico e sexual, fortalecer o sistema imunológico e ampliar o foco mental. No entanto, a presença oculta de um princípio ativo farmacológico coloca em risco consumidores que fazem uso sem orientação médica.
A tadalafila pode permanecer ativa no organismo por até 36 horas, enquanto o efeito do Viagra costuma durar cerca de quatro horas. Médicos alertam que o uso indiscriminado da substância, especialmente sem prescrição, pode provocar efeitos colaterais graves, principalmente em pessoas com problemas cardíacos ou que utilizam outros medicamentos.
O caso reforça o alerta sobre suplementos vendidos como “naturais” ou “energéticos”, mas que podem conter substâncias medicamentosas ocultas, representando riscos à saúde.








