USO DE IA
Daniel Vilela disse ao agro que uso de Inteligência Artificial tende a reduzir ainda mais prazo para tramitação de pedidos de licença ambiental
Tecnoshow: Daniel Vilela dá boa notícia para o agro em Rio Verde (Foto: Divulgação)
Em um dos primeiros atos como governador de Goiás, o recém-empossado Daniel Vilela (MDB) foi a Rio Verde, nesta semana, para participar de uma das maiores feiras de tecnologia rural e agronegócio do Brasil: a Tecnoshow Comigo. Em uma das reuniões que teve com produtores rurais, Daniel deu uma notícia que o setor queria ouvir: o prazo para análise de pedidos de licenciamento ambiental deve cair ainda mais até fim do ano (vídeo no fim da matéria).
Acompanhado da secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Andréa Vulcanis, Daniel deu detalhes sobre o uso de Inteligência Artificial para acelerar a tramitação de processos que interessam ao setor produtivo no âmbito administrativo.
Na pasta de meio ambiente, de forma mais específica, está rodando desde março um programa-piloto desenvolvido pelo Google (que em linguagem técnica se chama Mínimo Viável Possível, ou MVP) cujo propósito é o de acelerar a verificação de eventual sobreposição do perímetro a ser ocupado pelo empreendimento com territórios quilombolas, indígenas, ou Áreas de Preservação Permanente (APPs).
Daniel afirmou que o uso da IA já demonstrou que é possível executar, em minutos, etapas que costumavam demorar em média duas horas para serem concluídas. “Os prazos já estão bastante reduzidos, mas mesmo assim queremos reduzir mais”, afirmou o governador. Hoje uma solicitação leva em média 45 dias para ser analisada em Goiás.
“O senhor vai entregar esse governo completamente tecnológico na área ambiental”, disse Vulcanis, sob testemunho dos produtores rurais.
Ela adiantou que, depois de consolidado o uso da ferramenta no licenciamento ambiental, será possível implementar soluções parecidas na tramitação dos autos de infração (para evitar que prescrevam), na análise de outorgas, de Declarações Ambientais de Imóveis (DAIs) e de Cadastros Ambientais Rurais (CAR).
“A nossa expectativa não é a de substituir humanos em 100% do processo. É implementar IA naquelas etapas que são de confrontação de informação, checagem e identificação de parâmetros mínimos para subsidiar a tomada de decisão. Acreditamos que a tomada de decisão deve permanecer sendo dos técnicos”, explicou Vulcanis.








