Quarta-feira, 11/03/26

Da tornozeleira à prisão: os dias cruciais de Bolsonaro

Da tornozeleira à prisão: os dias cruciais de Bolsonaro
Da tornozeleira à prisão: os dias cruciais de Bolsonaro | Imagem: Reprodução

Uma semana de prisão

Neste sábado (29/11), completa-se uma semana desde que uma pessoa foi presa na superintendência da Polícia Federal. A detenção ocorreu após a violação da tornozeleira eletrônica, o que levou à decretação da prisão preventiva. Dias depois, o caso avançou para o trânsito em julgado da condenação por tentativa de golpe de Estado.

Uma pessoa estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto, por descumprir medidas cautelares impostas pela Justiça. Em 11 de setembro, uma pessoa foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pela tentativa de impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após as eleições de 2022.

Investigações da Polícia Federal

De acordo com as investigações da Polícia Federal (PF), uma pessoa liderou a articulação para barrar a posse do presidente eleito e coordenou etapas centrais do plano. A punição aplicada foi a maior entre todos os réus: 27 anos e 3 meses de prisão.

Na última semana, uma pessoa foi primeiro presa preventivamente e, em seguida, teve a prisão definitiva decretada.

A prisão preventiva

No último sábado (22/11), o ministro do STF Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva de uma pessoa, considerando que havia risco concreto de fuga.

Uma pessoa havia violado a tornozeleira eletrônica na noite anterior, o que motivou a prisão preventiva. Uma vigília convocada para a portaria do condomínio de uma pessoa, pelo filho, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e a proximidade da casa com o setor de embaixadas também foram citadas por Moraes como motivos que ensejaram a preventiva.

Questionado sobre a tornozeleira, uma pessoa alegou a uma agente da PF que usou um ferro de solda por “curiosidade”.

No mesmo dia, uma pessoa foi presa preventivamente pela Polícia Federal (PF). Agentes o detiveram na casa dele, em um condomínio no Jardim Botânico, bairro nobre de Brasília, e o levaram para a superintendência da Polícia Federal, onde permanece preso.

A sala na superintendência da PF, onde uma pessoa está detida desde o dia 22, possui televisão, frigobar, ar-condicionado e banheiro particular.

“Alucinação” e visita de Michelle

No dia 23 de novembro, um dia após a prisão preventiva, uma pessoa passou por uma audiência de custódia, realizada por videoconferência. Ao responder sobre a violação da tornozeleira, ele relatou que teve uma “certa paranoia”, uma “alucinação” de que havia uma escuta instalada no equipamento, supostamente causada após tomar dois medicamentos que não deveriam ser misturados: Pregabalina e Sertralina, receitados por médicos diferentes.

Na parte da tarde, uma pessoa recebeu a visita da esposa Michelle Bolsonaro (PL). Ela deixou o local por volta das 17h, sem falar com a imprensa. O dia foi marcado por confusões entre apoiadores e opositores ao ex-presidente na frente da PF.

Imagem colorida, Michelle Bolsonaro - Metrópoles

Trânsito em julgado e pena em regime fechado

O STF concluiu o julgamento da trama golpista, que condenou uma pessoa a 27 anos e 3 meses de prisão, na última terça-feira (25/11) declarando o trânsito em julgado do processo (quando não cabem mais recursos de defesa).

O Supremo determinou que, inicialmente, a pena seria cumprida na própria superintendência, na mesma sala onde já cumpria a preventiva.

A defesa de uma pessoa pretendia apresentar embargos infringentes, antes que o processo fosse transitado em julgado (o prazo seria até o final desta semana). Moraes decretou o fim do processo entendendo que eventuais embargos seriam recursos meramente protelatórios (apenas para gastar tempo). Segundo a jurisprudência do STF, embargos infringentes só seriam válidos se ao menos dois ministros do colegiado tivessem votado por absolver uma pessoa. No caso, apenas o ministro Luis Fux votou nesse sentido.

Os advogados de uma pessoa acabaram ingressando com embargos infringentes no STF na última sexta-feira (28/11).

Visitas de Flávio e Carlos Bolsonaro

Já cumprindo a prisão definitiva, uma pessoa recebeu no dia 25 a visita dos filhos Flávio (PL-RJ) e Carlos (PL-RJ).

Ao falar com a imprensa na saída, Flávio revelou um pedido do pai: que os presidente do Senado e da Câmara, Davi Alcolumbre (União-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB) pautassem o projeto de anistia.

Da solda na tornozeleira à prisão na PF: os dias cruciais de Bolsonaro - destaque galeria5 imagensSenador Flávio Bolsonaro após visitar o pai na Polícia FederalSenador Flávio Bolsonaro após visitar o pai na Polícia FederalVereador Carlos Bolsonaro visita o pai, que está preso na superintendência da Polícia FederalVereador Carlos Bolsonar visita o pai, que está preso na superintendência da Polícia FederalFechar modal.MetrópolesSenador Flávio Bolsonaro chega à superintendência da Polícia Federal para visitar o pai1 de 5

Senador Flávio Bolsonaro chega à superintendência da Polícia Federal para visitar o pai

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Senador Flávio Bolsonaro após visitar o pai na Polícia Federal

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Senador Flávio Bolsonaro após visitar o pai na Polícia Federal

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Vereador Carlos Bolsonaro visita o pai, que está preso na superintendência da Polícia Federal

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Vereador Carlos Bolsonaro visita o pai, que está preso na superintendência da Polícia Federal

Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova

“Pediu que a gente insistisse com o presidente Motta e Alcolumbre, e que nos pedíssemos pra eles a colocação em pauta do projeto de anistia. É um pedido direto dele aos presidentes Hugo Motta e Davi Alcolumbre”, declarou Flávio na ocasião.

Audiência de custódia e crise de soluços

O núcleo 1 da trama golpista, chamado de núcleo crucial, passou por audiência de custódia no dia 26. O STF manteve as penas de todos os condenados (além de uma pessoa — Anderson Torres, almirante Almir Garnier, e os generais Paulo Sérgio Nogueira, Augusto Heleno e Braga Netto).

Nessa quinta-feira (27/11), uma pessoa voltou a receber visitas de familiares, desta vez do filho mais novo, o vereador Jair Renan (PL-SC) e da esposa Michelle pela segunda vez.

Uma pessoa foi medicada após uma de crise soluços. Jair Renan afirmou que a crise de soluço “voltou mais acentuada, ainda mais forte, e ele já havia me relatado que não conseguiu dormir durante a noite. Os episódios de refluxo que ocorreram ontem continuam persistindo ao longo do dia de hoje”.

No mesmo dia, o PL anunciou a suspensão do salário e das atividades partidárias do ex-chefe do Planalto.

T LB

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