O governo americano irá focar esforços militares na América Latina. A nova estratégia de política externa foi publicada nesta sexta-feira (5) pela Casa Branca.
Chamada de Estratégia de Segurança Nacional, a criação do novo documento ocorre em meio à mobilização militar no Caribe e a escalada de tensões entre Donald Trump e o governo venezuelano de Nicolás Maduro sob a justificativa de combate ao tráfico internacional de drogas.
“Após anos de negligência, os EUA reafirmarão e farão cumprir a Doutrina Monroe para restaurar a preeminência americana no Hemisfério Ocidental e proteger nossa pátria e acesso a regiões-chave”, diz trecho do documento.
Os novos objetivos de engajamento na América Latina ocorrerão por meio de “alistamento e expansão” de parceiros, com a inclusão de atores regionais para promover um melhor “controle migratório e estabilização da segurança”. Para isso, o governo americano pretende recompensar governos, partidos e movimentos da região que estejam “amplamente alinhados” com o documento.
Realinhamento militar
O documento destaca que o realinhamento das tropas militares se baseará principalmente em “uma presença mais adequada” da Guarda Costeira e da Marinha para vigiar rotas e conter a migração ilegal.
Também ocorrerão ações específicas para proteger a fronteira contra cartéis de drogas, incluindo o uso de força letal.
Com a Doutrina Monroe, Donald Trump deixa claro que pretende negar acesso de competidores fora do hemisfério a áreas estratégias. A medida visa diretamente a China, país não ocidental e opositor direto aos Estados Unidos que se aproxima do hemisfério pelas relações com o Brasil.








