Opositora de Maduro pode deixar esconderijo para receber Nobel, mas viagem envolve riscos
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, pode deixar o esconderijo para receber o Prêmio Nobel. A viagem à Oslo, na Noruega, para a cerimônia em dezembro, no entanto, envolve riscos.
Viagem arriscada
A presença de Machado na cerimônia é incerta. A viagem à capital norueguesa para receber o prêmio e retornar em segurança é um desafio. A situação geopolítica também envolve o presidente argentino Javier Milei.
Contexto geopolítico
A presença de Milei na cerimônia também entra em jogo. A perspectiva do anarcocapitalista argentino, apoiador do MAGA, na presença da venezuelana que lidera a resistência a Nicolás Maduro é uma combinação explosiva.
Com uma frota da Marinha dos EUA posicionada no Caribe e o ex-presidente Trump ameaçando estender os ataques contra supostos traficantes de drogas do mar para a terra, as tensões estão aumentando em toda a região em relação a qualquer tentativa de derrubar Maduro.
Se Machado deixar seu refúgio secreto para receber o prêmio em Oslo em 10 de dezembro, não há garantia de que Maduro a deixará retornar.
A Noruega tem sido uma mediadora ativa entre a oposição venezuelana e o regime de Maduro. A decisão do Comitê Nobel de reconhecer Machado provavelmente significa o fim dessa iniciativa.
O Ministério das Relações Exteriores da Noruega juntou-se a outros governos europeus ao emitir um alerta contra todas as viagens à Venezuela.
Machado, que agradeceu a Trump em sua resposta à premiação, manifestou-se a favor do uso da força dos EUA como um meio necessário para depor Maduro do poder.
Os presidentes Daniel Noboa, do Equador, e José Raúl Mulino, do Panamá, já confirmaram presença, assim como a congressista republicana da Flórida, María Elvira Salazar.
Milei ainda não confirmou sua presença, mas parabenizou Machado nas redes sociais.








