O presidente Donald Trump se contradisse neste domingo (1º) ao tentar explicar como seria um futuro governo no Irã, atualmente com um vácuo de poder após o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, ser morto durante um ataque conjunto de Israel e Estados Unidos no último fim de semana.
As propostas foram apresentadas pelo republicano em uma entrevista por telefone de aproximadamente seis minutos ao jornal The New York Times.
Primeiro, Trump disse ter “três ótimas opções” para liderar o Irã, embora tenha se recusado a nomeá-las. Questionado sobre os planos para a transição, disse que esperava que as forças militares de elite simplesmente entregassem suas armas à população iraniana.
Em seguida, porém, ele ofereceu um modelo muito diferente de como a transferência de poder poderia ocorrer, referindo-se repetidamente à sua experiência na Venezuela. Em janeiro, Washington atacou o país sul-americano e capturou o ditador Nicolás Maduro.
Após a queda do líder venezuelano, o regime permaneceu no poder, mas agora mais disposto a trabalhar pragmaticamente com os EUA. No entanto, o ataque ao Irã é considerado muito mais complexo e arriscado do que a operação para capturar Maduro.
Ele também descreveu um cenário em que o povo iraniano derrubaria o regime vigente o oposto do modelo venezuelano que, minutos antes, ele havia defendido. Não ficou claro se os planos do governo Trump são manter a atual estrutura de poder iraniana ou derrubar o regime.
Mais cedo, também no domingo, o principal funcionário de segurança nacional do Irã, Ali Larijani, afirmou que um comitê interino governaria o país até que um sucessor para o líder supremo fosse escolhido.
Trump afirmou ainda que as Forças Armadas dos EUA pretendem manter o ataque ao Irã por “quatro a cinco semanas”, se necessário, insistindo que “não será difícil” manter a intensidade da batalha, mesmo alertando para a possibilidade de mais baixas americanas.
Até agora, Washington confirmou que três soldados americanos foram mortos e cinco ficaram gravemente feridos no atual conflito.
A entrevista com Trump parece refletir o grau de incerteza que sua gestão em relação às próximas semanas, tanto no campo de batalha quanto na formação de um novo governo em Teerã. Apesar disso, ele insistiu que o Pentágono mantém tropas, mísseis e bombas suficientes para sustentar o ataque militar “se necessário”.
Questionado sobre por quanto tempo os EUA e Israel poderiam manter esse nível de ataques, ele respondeu: “Bem, nossa intenção era de quatro a cinco semanas”.








