Quarta-feira, 11/03/26

TSE suspende julgamento de cassação de Cláudio Castro por abuso de poder

TSE suspende julgamento de cassação de Cláudio Castro por abuso de poder
TSE suspende julgamento de cassação de Cláudio Castro por abuso – Reprodução

O ministro Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu vista e suspendeu nesta terça-feira (10) o julgamento do processo que pede a cassação do mandato do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição de 2022.

Até o momento, o placar da votação está 2 a 0 pela cassação de Castro. O julgamento será retomado no dia 24 de março, faltando ainda cinco votos para conclusão.

Em novembro do ano passado, a relatora ministra Maria Isabel Gallotti proferiu o primeiro voto pela cassação, mas a análise foi suspensa por um pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira. Nesta sessão, Ferreira acompanhou a relatora e votou pela cassação.

Se o entendimento for mantido, Castro poderá ficar inelegível por oito anos, e novas eleições para o governo do estado devem ser convocadas. Os votos também condenam o ex-vice-governador Thiago Pampolha, Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Ceperj, e o deputado estadual Rodrigo da Silva Bacellar (União), ex-secretário de governo.

O processo é um recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) e da coligação do ex-deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que em maio de 2024 absolveu o governador e os outros acusados. A acusação envolve supostas contratações irregulares na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

De acordo com o MPE, Castro obteve vantagem eleitoral na contratação de servidores temporários, sem amparo legal, e na descentralização de projetos sociais para enviar recursos a entidades desvinculadas da administração pública do Rio. Essa descentralização fomentou a contratação de 27.665 pessoas, totalizando gastos de R$ 248 milhões.

Antes da suspensão, o advogado Fernando Neves, representante de Castro, argumentou que o governador apenas sancionou uma lei da Assembleia Legislativa e um decreto para regulamentar a atuação da Ceperj, não podendo ser responsabilizado por eventuais irregularidades.

T LB

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