Perda de controle?
O objetivo da IA “é ser capaz de tomar decisões e agir mais rápido que o inimigo”, mas “será que ainda temos o controle?”, questiona.
Na ONU, discussões estão em andamento em Genebra há cerca de dez anos para desenvolver regulamentações sobre esses sistemas de armas autônomas letais (SAAL), apelidados de “robôs assassinos”, mas os países nunca conseguiram chegar a um consenso para iniciar negociações genuínas. Essas discussões continuam, com a esperança de que um acordo seja alcançado ainda este ano.
Embora atualmente não exista um tratado específico sobre IA e armas autônomas, isso não significa que esses sistemas possam operar em um vácuo jurídico: o direito internacional vigente se aplica, incluindo proteções reforçadas para escolas e hospitais.
Falando à margem das discussões na ONU em Genebra, Asaro enfatizou que o cerne do debate diz respeito, em particular, à escolha de alvos e aos receios de perder todo o controle humano real.
Embora o argumento apresentado para o uso de IA em conflitos seja frequentemente o de que “esses sistemas são muito precisos e cometem menos erros do que os humanos”, o especialista insistiu que “na verdade, não sabemos como eles funcionam”.








