Terça-feira, 27/01/26

Vale registra segundo vazamento de água em minas de Congonhas em 24 horas

Vale registra segundo vazamento de água em minas de Congonhas em 24 horas
Vale registra segundo vazamento de água em minas de Congonhas – Reprodução

Um novo vazamento de água foi registrado nesta quarta-feira (26) na mina Viga da Vale, em Congonhas (MG), marcando o segundo incidente em menos de 24 horas na região. O extravasamento atingiu o rio Maranhão, gerando impactos ambientais, mas sem vítimas, bloqueios de vias ou comunidades afetadas diretamente, conforme informou a prefeitura local.

O primeiro episódio ocorreu na terça-feira (25), com o rompimento de uma barreira de contenção na mina Fábrica, a cerca de 22 km da mina Viga. O incidente liberou 263 mil metros cúbicos de água turva, carregada de sedimentos, rejeitos de mineração e materiais do beneficiamento mineral. Essa massa de água atravessou o dique Freitas e alcançou o rio Goiabeiras, afluente do rio Maranhão, que deságua no rio Paraopeba – o mesmo afetado pelo desastre de Brumadinho em 2019.

O vazamento da mina Fábrica também causou danos materiais em uma unidade da CSN em Ouro Preto. De acordo com a mineradora, áreas como almoxarifado, acessos internos, oficinas mecânicas e embarque foram alagadas, embora as estruturas de contenção de sedimentos permaneçam operacionais. A CSN afirmou estar monitorando a situação de perto.

Em resposta aos eventos, foi instalada uma sala de crise envolvendo as defesas civis de Congonhas e Ouro Preto, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, a Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas de Congonhas e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

O secretário municipal de Meio Ambiente, João Lobo, destacou os potenciais impactos ambientais graves, como perda de biodiversidade, redução da qualidade da água, assoreamento de rios, aumento de riscos de enchentes e possível toxicidade para matas ciliares. Ele observou arraste de árvores, rochas e alterações no curso do rio em áreas próximas ao rompimento. A secretaria aplicou um auto de infração à Vale, que pode resultar em multa, criticando a falta de monitoramento adequado da estrutura.

A Vale e o Ministério de Minas e Energia não se manifestaram até o momento sobre os incidentes.

*Com informações da Agência Brasil

T LB

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