Segunda-feira, 26/01/26

Vaquinha para família de americano morto pelo ICE arrecada mais de US$ 1 milhão

Vaquinha para família de americano morto pelo ICE arrecada mais de US$ 1 milhão
Vaquinha para família de americano morto pelo ICE arrecada mais – Reprodução

FOLHAPRESS

Uma campanha de doação organizada para arrecadar fundos para a família de Alex Pretti, o enfermeiro americano morto por agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega americano) ultrapassou a marca de US$ 1 milhão.

O bilionário Bill Ackman doou US$10 mil para a vaquinha organizada pelo youtuber Keith Edwards, que afirma ter colocado o pai de Pretti, Michael, como beneficiário final do dinheiro.

Pretti é o segundo americano a ser fatalmente baleado por agentes federais de imigração neste mês em Minneapolis, capital do estado de Minnesota. Ele foi morto a tiros no sábado (24), dando início a uma disputa de versões entre o governo federal, a família e as autoridades locais.

A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que o episódio começou depois que um homem “abordou agentes da Patrulha da Fronteira dos EUA com uma pistola semiautomática de 9 mm” e eles tentaram desarmá-lo. No entanto, vídeos publicados nas redes sociais e verificados pelo The New York Times, no entanto, contradizem essa versão.

Eles mostram Pretti segurando um celular, e não uma arma, antes de os agentes o derrubarem no chão e atirarem nele. O enfermeiro que atuava em UTIs (Unidade de Terapia Intensiva) tinha direito a porte de arma, segundo o jornal americano.

O presidente americano Donald Trump disse ao Wall Street Journal em uma entrevista publicada no domingo (25) que sua administração está “revisando tudo e apresentará uma determinação” sobre o tiroteio.

A primeira cidadã americana a ser morta no estado por agentes do ICE foi Renee Good, 37. Ela foi baleada dentro do carro em 7 de janeiro. Desde então, o estado do Minnesota registra constantes protestos desde o início de janeiro, quando Renee Good, 37, foi morta por um agente do ICE.

Após a morte dela, Ackman também doou US$10 mil para uma campanha de arrecadação de fundos destinada a Jonathan Ross, o agente ICE acusado de matá-la. O bilionário, no entanto, escreveu na época que também pretendia apoiar a família de Good, mas que a campanha dela já estava fechada, “pois havia atingido seu objetivo de arrecadação de US$1,5 milhão”.

“Eu estava simplesmente continuando meu compromisso de longa data de ajudar aqueles acusados de crimes a providenciar sua defesa”, escreveu no início de janeiro.

T LB

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