Sábado, 07/02/26

Viveiro do Lago Norte reforça ações de reflorestamento no DF 

Viveiro do Lago Norte reforça ações de reflorestamento no DF 
Viveiro do Lago Norte reforça ações de reflorestamento no DF  – Reprodução

Por Larissa Barros 

Um espaço dedicado a preservação ambiental vem transformando áreas degradadas do Lago Norte por meio da produção e doação de mudas nativas do Cerrado. Localizado na QL 6 da região, o Viveiro Comunitário ocupa uma área de 639 metros quadrados e se tornou referência em ações de reflorestamento e educação ambiental no Distrito Federal.

No local, são produzidas mudas de espécies nativas e ornamentais, como ipê, jacarandá, aroeira, baru, cagaita, flamboyant, espada-de-são-jorge e citronela. O trabalho é voltado, principalmente, à recuperação de áreas degradadas e ao fortalecimento da vegetação do Cerrado.

O servidor da Administração Regional do Lago Norte, Alex Bispo, que atua no local há três anos, explica que a iniciativa busca fortalecer a recuperação ambiental da região. “O objetivo nosso aqui é a criação de mudas nativas do Cerrado, como ipê, jacarandá e aroeira”, afirma.

Segundo Alex, ao longo dos quase sete anos de funcionamento, o viveiro tem contribuído para a recuperação de áreas degradadas, muitas delas utilizadas anteriormente para o descarte irregular de lixo e restos de obras. De acordo com ele, esse tipo de impacto ambiental é comum em diversas cidades do Distrito Federal e o plantio das mudas ajuda a transformar esses espaços.

Para a Administração Regional do Lago Norte, o projeto tem papel fundamental na preservação ambiental da cidade. O administrador regional, Marcelo Ferreira, destaca que a iniciativa vai além do plantio de árvores. “Cuidar do Lago Norte é cuidar do futuro dos moradores, visitantes e comerciantes da cidade”, afirma. Segundo ele, o viveiro desenvolve ações que fortalecem o meio ambiente, valorizam os espaços públicos e garantem mais áreas verdes para a sociedade.

Crédito das fotos: Larissa Barros 

A distribuição das mudas atende principalmente a comunidade local, mas também beneficia instituições como escolas, quartéis e órgãos públicos. Alex explica que a visibilidade do viveiro, especialmente por meio das redes sociais, ampliou o alcance do projeto e atraiu novos públicos interessados em ações de reflorestamento e recuperação ambiental.

A produção das mudas começa com a coleta de sementes em parques e áreas verdes de Brasília, como o Parque da Cidade e regiões do Eixão. As sementes passam por todas as etapas de desenvolvimento dentro do viveiro até se tornarem mudas prontas para o plantio, garantindo a preservação das espécies nativas do Cerrado.

Na primeira visita, cada pessoa pode retirar até três mudas gratuitamente para conhecer o projeto. Caso haja interesse em levar uma quantidade maior, a doação ocorre por meio de uma troca solidária, com a entrega de insumos utilizados na manutenção do viveiro. “Essa parceria com a comunidade é o que mantém o viveiro funcionando”, explica Alex.

A procura pelas espécies varia conforme a época do ano e o período de floração das árvores. Em geral, as mais buscadas são as espécies nativas do Cerrado, como ipê, jacarandá e aroeira, escolhidas tanto pela beleza quanto pela importância ambiental.

Além da doação, o viveiro também atua diretamente no plantio em áreas degradadas e na recuperação de nascentes do Lago Norte. As equipes realizam o plantio com mudas maiores ou contam com o apoio da Novacap para a realocação de árvores em pontos estratégicos da região.

A participação da comunidade é considerada essencial para a continuidade do projeto. Voluntários colaboram com a produção das mudas, a coleta de sementes e a identificação de áreas que precisam de recuperação ambiental, fortalecendo o vínculo entre a população e a preservação do meio ambiente.

T LB

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