Domingo, 01/03/26

Zoonoses recolhe quase mil corpos de animais em 2025

Zoonoses recolhe quase mil corpos de animais em 2025
Zoonoses recolheu quase mil corpos de animais em 2025 – Reprodução

Zoonoses recolhe corpos de animais

Ação monitora zoonoses

A Secretaria de Saúde (SES-DF) recolheu 770 morcegos, 173 macacos e dois gambás até o início deste mês. A ação é uma estratégia para monitoramento de zoonoses, como raiva e febre amarela.

“Os agentes de vigilância ambiental recolhem os corpos desses animais para saber se os vírus da febre amarela ou da raiva estão circulando”, explica o médico infectologista Victor Bertollo, da Subsecretaria de Vigilância à Saúde da SES-DF. A ação é preventiva e ajuda a direcionar outros esforços, como reforçar a vacinação contra febre amarela para humanos e contra raiva para cães e gatos.

No caso da raiva, o infectologista ressalta a importância de buscar atendimento em casos de mordida ou arranhadura: “Temos protocolos de assistência nesses casos para definir se vai ser feito só monitoramento ou se vai precisar ministrar soro e vacina.”

A Zoonoses trabalha especificamente com animais já mortos (no caso específico de morcegos, podem ser recolhidos vivos). Para o resgate de outros animais vivos, é necessário acionar o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA). Para falar com a Zoonoses, deve-se ligar para os números 3449-4432 ou 3449-4434.

“No caso de animais domésticos, o recolhimento do cadáver é realizado caso o animal possua sinais clínicos compatíveis e laudo médico veterinário com suspeita ou confirmação para leishmaniose visceral, raiva e esporotricose, ou caso o animal tenha ido a óbito após um acidente de mordedura ou agressão com vítima humana”, explica o diretor de Vigilância Ambiental da SES-DF, Edvar Schubach. “Animais sem vínculo epidemiológico não são recolhidos.”

É importante evitar contato direto com o cadáver dos animais silvestres ou domésticos com suspeita de doenças. Se for necessário, deve-se utilizar luvas. Também é preciso manter outros animais a distância, e os cadáveres não devem ser jogados no lixo. Se o animal morto foi encontrado dentro de área de parque federal ou de preservação ambiental, é necessário acionar a administração do local.

T LB

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