O ano passado foi marcado pelo melhor desempenho do Ibovespa e do real desde 2016, com a ajuda de investidores estrangeiros que buscaram diversificar seus portfólios para fora dos Estados Unidos.
O principal índice da Bolsa brasileira fechou com alta acumulada de 33,7% em 2025, enquanto avançou 39% em 2016, num ano marcado pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff -em dólares, a variação também é a maior em nove anos.
Já o real terminou o ano valorizado em relação ao dólar. A cotação da moeda americana cedeu 11,19%, a maior queda desde 2016, quando a divisa cedeu 17,8%.
Ao longo de 2025, o Ibovespa teve 32 recordes nominais (sem considerar a inflação) de fechamento.
A máxima foi em 4 de dezembro, quando o índice atingiu 164.455,61 pontos.
No entanto, a Selic no maior patamar desde 2006, a 15%, o bom momento da Bolsa não se traduziu em uma migração da renda fixa para a variável pelo pequeno investidor no mesmo ritmo visto durante a pandemia de Covid-19.
Segundo a B3, no ano passado, o número de investidores individuais em renda variável na B3 atingiu a marca de 5,4 milhões de CPFs com R$ 601,6 bilhões sob custódia. Isso representa um crescimento anual de 2% em investidores e de 13,87% em investimentos -em 2024, eram 5,3 milhões e R$ 528,3 bilhões em custódia.
Já os ETFs encerraram o ano com 668,4 mil investidores pessoas físicas e R$ 24,1 bilhões investidos.
No segmento de BDRs, foram 980,9 mil CPFs, com R$ 14,8 bilhões em custódia.








