Sexta-feira, 17/04/26

Polícia mantém hipótese de que corretora desaparecida em Caldas Novas esteja viva

Polícia mantém hipótese de que corretora desaparecida em Caldas Novas esteja viva
Polícia mantém hipótese de que corretora desaparecida em Caldas Novas – Reprodução

DESAPARECIDA HÁ 35 DIAS

Segundo a polícia, cerca de 15 pessoas foram ouvidas até o momento, todas tratadas como envolvidas, e não como investigadas

Corretora desaparece após descer ao subsolo de prédio para religar energia em Caldas Novas (Foto: Reprodução/Vídeo)

1
1

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) segue investigando o desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Sousa, de 43 anos, ocorrido no dia 17 de dezembro, em Caldas Novas. Apesar de o caso ser conduzido pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), o delegado André Luiz Barbosa afirma que a principal linha de apuração considera a possibilidade de que Daiane esteja viva. Segundo a polícia, como não há comprovação de crime até o momento, diferentes hipóteses seguem em análise, incluindo a de que ela tenha deixado o local por vontade própria ou sido levada para outra região, o que mantém a esperança dos familiares.

O delegado esclareceu que a condução do caso pelo GIH não significa, necessariamente, que haja confirmação de homicídio. Segundo ele, a escolha do grupo se deu pela estrutura especializada e pela complexidade da investigação, que segue oficialmente classificada como desaparecimento.

“A gente trabalha desde a hipótese de que Daiane pode ter deixado o local por conta própria. Trabalhamos com a hipótese dela poder ter sido levada do local e estar em outro lugar, ou até mesmo ter sido morta dentro do lapso temporal em que não teve contato com a família”, afirmou o delegado, em entrevista à TV Anhanguera. Ele ressaltou ainda que, até o momento, não há comprovação de crime, motivo pelo qual ainda não existem suspeitos. Segundo a polícia, cerca de 15 pessoas foram ouvidas até o momento, todas tratadas como envolvidas, e não como investigadas.

A Polícia Civil apreendeu o gravador de imagens (DVR) do sistema de câmeras do condomínio. O equipamento foi encaminhado para perícia, que irá analisar se houve apagamento intencional de arquivos ou se a ausência de imagens se deve ao funcionamento automático do sistema de armazenamento.

Em agosto de 2025, meses antes do desaparecimento, Daiane prestou depoimento à Polícia Civil de Goiás no qual relatou conflitos e desentendimentos com o síndico do prédio onde morava. Esse histórico também é levado em consideração no curso da investigação.

Relembre o caso:

Daiane desapareceu após sair do próprio apartamento para verificar a falta de energia elétrica no subsolo do condomínio onde morava. Câmeras de segurança registraram a corretora entrando no elevador por volta das 19h, enquanto gravava um vídeo no celular relatando o problema. As imagens mostram que ela desceu até a portaria, conversou rapidamente com um funcionário e retornou sozinha ao elevador, com destino ao subsolo.

A partir desse momento, não há mais registros. As câmeras não captaram Daiane deixando o prédio, nem pela portaria, nem pela garagem, tampouco retornando ao apartamento. O segundo vídeo que ela teria iniciado no subsolo nunca foi enviado, o que reforça a suspeita de que algo inesperado tenha ocorrido.

O sigilo bancário de Daiane foi quebrado e não houve qualquer movimentação financeira após o desaparecimento. O celular da corretora segue sem registro de atividade, mesmo após buscas técnicas realizadas na região. No apartamento, foram encontrados documentos pessoais e um óculos de grau, indicando que a saída seria rápida.

A PCGO afirma que nenhuma hipótese está descartada e que as diligências continuam em andamento.

T LB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *