Domingo, 01/03/26

SPA bloqueia mais de 25 mil sites ilegais de apostas em 2025

SPA bloqueia mais de 25 mil sites ilegais de apostas em 2025
SPA bloqueia mais de 25 mil sites ilegais de apostas – Reprodução

Em 2025, o primeiro ano de regulação das apostas de quota fixa no Brasil, a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, bloqueou mais de 25 mil sites ilegais em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). As 79 empresas autorizadas reportaram que 25,2 milhões de brasileiros realizaram apostas ao longo do ano, gerando uma receita bruta de R$ 37 bilhões.

A arrecadação totalizou cerca de R$ 9,95 bilhões em tributos federais e destinações legais, incluindo R$ 4,5 bilhões previstos na Lei nº 13.756/2018. Além disso, foram coletados R$ 2,5 bilhões em outorgas de autorização e R$ 95,5 milhões em taxas de fiscalização. O secretário de Prêmios e Apostas, Regis Dudena, destacou que o ano marcou a presença plena do Estado no mercado, com ferramentas de monitoramento para garantir o cumprimento das regras.

No combate às irregularidades, a SPA registrou 132 processos administrativos envolvendo 133 empresas de apostas, com 80 em trâmite para aplicação de penalidades. Foram encerradas 550 contas bancárias ligadas a transações ilegais, após 1.255 comunicações de instituições financeiras. Na publicidade ilegal, 412 processos contra influenciadores resultaram na remoção de 324 perfis e 229 publicações, em cooperação com o Conar e o Conselho Digital do Brasil.

Um avanço significativo foi a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, lançada em dezembro e que, em 40 dias, recebeu 217 mil pedidos. O motivo principal foi a perda de controle sobre o jogo, citado por 37% dos usuários. A plataforma permite o bloqueio simultâneo de contas em todos os sites autorizados e impede novos cadastros e publicidades direcionadas, além de oferecer acesso a atendimentos no SUS para saúde mental.

O perfil dos apostadores revela que 68,3% são homens e 31,7%, mulheres, com a faixa etária de 31 a 40 anos representando 28,6% do total. Grupos mais jovens, de 18 a 30 anos, somam 45,4%. Dudena enfatizou que, para 2026, as ações de fiscalização e proteção serão intensificadas, visando a economia popular e a saúde dos cidadãos.

Com informações do Governo Federal

T LB

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