O Distrito Federal poderá ser palco de um programa-piloto de cinco anos para combater a contaminação por chumbo. A iniciativa será desenvolvida em parceria entre a Secretaria de Saúde (SES-DF), o Ministério do Meio Ambiente e a organização não governamental Pure Earth, com o objetivo de proteger a população local e servir de exemplo para estados e municípios.
Em dezembro de 2025, uma ação-piloto envolveu a coleta de amostras e análise laboratorial de alimentos e cosméticos com potencial para presença de chumbo. Na segunda-feira (2), o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF) sediou o encontro para apresentação da equipe do projeto.
A contaminação por chumbo pode ocorrer por meio de alimentos, água via encanamento, objetos como brinquedos, bijuterias, esmaltes e maquiagens, ou tintas antigas, além de solo e poeira. Exposição a quantidades elevadas pode causar plumbismo, afetando os sistemas neurológico, gastrointestinal e hematológico, com efeitos mais severos em crianças, podendo levar a atrasos no desenvolvimento cerebral.
O foco do programa com a Pure Earth será avançar na identificação de produtos com concentrações de chumbo, aprimoramento de regulamentos, integração de esforços institucionais e melhoria dos protocolos de fiscalização. “O Brasil e outros países fizeram um bom trabalho para reduzir a exposição ao chumbo. Porém, queremos diminuir qualquer tipo de exposição”, afirma Drew McCartor, presidente da Pure Earth, que atua em 46 projetos em países como México, Peru, Colômbia, Gana, Índia, Bangladesh, Indonésia e Filipinas.
O encontro também incluiu uma visita institucional aos laboratórios do Lacen-DF, referência em diagnóstico, pesquisa e vigilância em saúde, onde são realizados mais de 280 tipos de análises para a rede pública e parceiros.








