Sábado, 07/03/26

PCDF prende suspeitos de roubo milionário em residência no Lago Sul

PCDF prende suspeitos de roubo milionário em residência no Lago Sul
PCDF prende suspeitos de roubo milionário em residência no Lago – Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal identificou e prendeu dois homens suspeitos de participar de um roubo ocorrido em uma residência na SHIS QI 23, no Lago Sul. O crime, registrado em agosto de 2024, causou prejuízo estimado em cerca de R$ 1 milhão às vítimas.

A investigação foi conduzida pela Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRF), vinculada à Coordenação de Crimes Patrimoniais (Corpatri). De acordo com a polícia, o grupo utilizou um pretexto relacionado à prestação de serviços para ter acesso ao imóvel.

Segundo as apurações, no dia 8 de agosto de 2024, quatro homens chegaram à residência alegando que fariam um serviço de vidraçaria. Após convencerem o caseiro a permitir a entrada, os suspeitos anunciaram o assalto utilizando armas de fogo.

Durante a ação, as vítimas foram rendidas, imobilizadas com lacres plásticos e mantidas dentro de um banheiro enquanto os criminosos vasculhavam o imóvel em busca de objetos de alto valor.

Entre os bens levados estavam nove relógios de luxo das marcas Rolex e Breitling, além de quantias em dinheiro em dólar, peso argentino e real.

As investigações indicaram que o crime foi planejado com antecedência. Um dos suspeitos seria proprietário de uma empresa de vidraçaria que havia prestado serviços no local dias antes, o que teria permitido o levantamento de informações sobre a rotina da casa e a localização de bens valiosos.

Durante as diligências, os policiais também identificaram o veículo utilizado na fuga — um VW Gol prata — que circulava com placa clonada. Após análise técnica e cruzamento de dados, os investigadores localizaram a placa original e chegaram ao proprietário do carro, que confirmou ter emprestado o veículo a um dos suspeitos no dia do crime.

A Polícia Civil ainda apontou que os investigados possuem mais de 20 registros policiais por estelionato, relacionados principalmente à realização de serviços residenciais que não eram concluídos após o pagamento das vítimas.

Segundo a corporação, a investigação identificou uma escalada criminosa: a facilidade de acesso à residência e a presença de itens de alto valor teriam motivado os suspeitos a migrar de golpes financeiros para o roubo com uso de violência.

Os dois homens foram indiciados por roubo circunstanciado, com agravantes de concurso de pessoas, restrição da liberdade das vítimas e uso de arma de fogo, além de adulteração de sinal identificador de veículo. Somadas, as penas previstas podem variar entre 13 e 20 anos de prisão.

Os investigados permanecem à disposição da Justiça.

T LB

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