SETE MESES DEPOIS
Associação que representa distribuidoras no Estado relata encerramento de aproximadamente 450 vagas de emprego em função da lei
Cerca de 150 distribuidoras fecharam após lei que limita horário em Goiânia, diz associação (Foto: Reprodução)
Passados sete meses desde que o prefeito Sandro Mabel sancionou a lei que limita o horário de funcionamento das distribuidoras de bebidas em Goiânia, o número de estabelecimentos do ramo que fecharam as portas pode ter chegado a 150, com encerramento de 450 vagas de emprego direto. São dados da Adebego, associação que representa os empresários da categoria em Goiás.
“As oportunidades de trabalho que deixaram de existir eram ocupadas, muitas vezes, por jovens no primeiro emprego, entregadores e atendentes que dependem dessa atividade”, diz Adrielly Ferreira, presidente da Adebego.
No dia 9 de março, a Polícia Militar divulgou um vídeo dizendo que, com o fechamento das distribuidoras entre meia-noite e 5h, os homicídios consumados nas regiões próximas a esses estabelecimentos caíram a zero. No vídeo, a PM também diz que “a medida conta com o apoio da população”.
A presidente da Adebego critica a narrativa apresentada pela polícia. “O problema da violência é complexo e não pode ser atribuído apenas a um tipo de estabelecimento. Existem muitos fatores envolvidos, e acreditamos que é possível discutir ajustes na lei sem comprometer a segurança”.
No segundo semestre do ano passado, a categoria iniciou uma articulação que visava a aprovação de regras mais flexíveis para o funcionamento das distribuidoras, mas não obteve apoio suficiente entre os vereadores da Câmara Municipal de Goiânia.
Adrielly afirma que a categoria não desistiu desa articulação. “O diálogo com o poder público continua acontecendo de forma respeitosa. O que buscamos é encontrar um equilíbrio que preserve os empregos, a atividade econômica e, ao mesmo tempo, respeite as preocupações de segurança da sociedade”, complementa.








