Quarta-feira, 29/04/26

Botafogo se pronuncia após Justiça suspender direito de voto da Eagle

Botafogo aciona Lyon na Justiça por dívida superior a R$ 700 milhões
Botafogo aciona Lyon na Justiça por dívida superior a R$ – Reprodução

A Eagle Football Holdings, controladora de 90% das ações da SAF do Botafogo, teve uma queda importante na Justiça brasileira. Nesta terça-feira (28/4), o Poder Judiciário proferiu uma decisão suspendendo os direitos societários da empresa. Em nota, o clube se pronunciou sobre o ocorrido. 

A SAF do Botafogo informou que o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro concedeu medidas urgentes para assegurar que o clube siga com suas atividades e estabilidade da gestão. O Alvinegro passa por um momento grave na parte financeira e institucional.

O Poder Judiciário reconheceu a instabilidade agravada por atos da Eagle Football Holdings, decidindo suspender os direitos políticos da companhia junto a SAF do Botafogo. Com isso, a empresa de John Textor não pode interferir na nomeação de Durcésio Andrade Mello, nome que a SAF deseja como gestor interino.

Anteriormente, a Fundação Getúlio Vargas, na última quinta-feira (23/4), afastou John Textor do cargo após uma decisão de seu Tribunal Arbitral. A saída de John Textor acontece um dia após a protocolização do pedido de recuperação judicial.

 

Recuperação judicial

O Botafogo anunciou, na última quarta-feira (22/4), a protocolização do pedido de recuperação judicial por parte da SAF do clube. O Glorioso divulgou a ação por meio de nota e afirmou que a estratégia busca uma “reorganização” do projeto iniciado em 2022.

O pedido foi acatado pela 2ª Vara Empresarial da Comarca da Capital na Justiça do Rio de Janeiro e concede 60 dias livres de punições em relação às dívidas. O clube alvinegro enfrenta uma dívida bruta da SAF estimada em cerca de R$ 2,75 bilhões. Nesta semana, o time ainda foi notificado judicialmente por R$ 400 mil em impostos não pagos.

A SAF ainda apresentou um requerimento para que fosse suspenso o direito de voto de John Textor, acionista majoritário. Segundo o pedido, o empresário estaria usando sua posição “para obstruir a chegada de novo capital ao clube de futebol”.

 


T LB

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