O dólar abriu em leve alta nesta quarta-feira (15), enquanto investidores seguem avaliando os efeitos da divulgação do CPI (Índice de Preços ao Consumidor), indicador de inflação dos Estados Unidos que veio abaixo do esperado, sobre os mercados.
Após queda firme na terça-feira (14), a moeda norte-americana iniciou o dia com variações modestas ante o real, enquanto no exterior a divisa exibe ganhos ante boa parte das demais divisas, com investidores no Brasil digerindo nova pesquisa eleitoral e esperando novas tarifas comerciais dos EUA.
Às 9h10, a moeda subia 0,16%, cotada a R$ 5,0820. No dia anterior, o dólar fechou em forte queda de 1,09%, a R$ 5,073, e a Bolsa teve alta de 0,51%, a 176.641 pontos.
O investidores também continuam monitorando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Na terça, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou uma mensagem afirmando que prefere substituir a proposta de cobrança de pedágio no estreito de Hormuz por acordos de investimento e comércio com países do Golfo Pérsico.
Na véspera, o republicano havia anunciado a proposta de cobrança de pedágio, ilegal sob leis internacionais e de implementação discutível dado que é o Irã que tem maior controle militar sobre o estreito por onde passava 20% do tráfego de petróleo e gás natural liquefeito do mundo antes da guerra iniciada em 28 de fevereiro.
O resultado do CPI, que recuou 0,4% em junho, ante projeções de queda de 0,1%, reforçou a percepção de que o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) não precisará elevar os juros no curto prazo.
O índice desacelerou tanto na comparação mensal quanto na anual, aproximando-se de 3%, enquanto o núcleo (que exclui alimentos e energia) da inflação também avançou menos do que o esperado.
Na última reunião de política monetária, o banco central americano manteve a taxa de referência na banda de 3,5% e 3,75%, mas a comunicação que sucedeu a decisão levantou temores sobre os próximos movimentos.
Newsletter Folha Mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes. *** O novo presidente do Fed, Kevin Warsh, eliminou as orientações sobre a direção da política monetária, embora tenha reforçado que o combate à inflação será prioridade.
Além disso, metade dos diretores do próprio banco central revelou vislumbrar ao menos uma alta de juros neste ano.
A desaceleração da inflação americana refletiu, principalmente, a queda pontual dos preços da energia em junho, favorecida pela trégua no conflito no Oriente Médio. No entanto, esse movimento já começou a se reverter com a nova escalada da guerra e a alta dos preços do petróleo.
Nesta terça, com a retomada do conflito entre os EUA e Irã, o barril do Brent, referência internacional, voltou a rondar a casa dos US$ 85, com uma alta de 2,53%.
O mercado de juros futuros reagiu aos dados de inflação dos EUA e encerrou a sessão em queda na maior parte da curva. A taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 fechou em 13,865%, recuo de 0,14 ponto percentual. O contrato para janeiro de 2035 terminou em 14,305%, queda de 0,07 ponto percentual.








