Terça-feira, 05/05/26

Luto dramático pelo fim dos dinossauros revela como jovens encaram o futuro

Luto dramático pelo fim dos dinossauros revela como jovens encaram o futuro
Luto dramático pelo fim dos dinossauros revela como jovens encaram – Reprodução

As gerações anteriores discordavam sobre que futuro construir: capitalismo ou socialismo, modernidade ou tradição.

A geração atual, ao seu ver, simplesmente não acredita que haja futuro para construir —ou que ele valha o esforço.

Esse niilismo desemboca em muitos comportamentos problemáticos e abre a porta para visões de futuro assustadoras.

A Palantir, empresa norte-americana de tecnologia e segurança, deu mais um empurrão nesse debate ao publicar recentemente um manifesto, de autoria do seu CEO, Alex Karp, e do diretor de assuntos corporativos, Nicholas Zamiska. Segundo o documento, o futuro é um projeto de poder tecnológico, vigilância estatal e supremacia digital.

Karp trata os debates éticos sobre tecnologia militar como “teatrais” e as culturas que não acompanharem o ritmo como “disfuncionais e regressivas”. É o futuro como imposição, não como promessa.

A cruel ironia é que esses dois universos —o dos jovens em luto pelos dinossauros e dos executivos de big tech traçando o futuro— convergem em um mesmo ponto: o mundo está em transformação, a velocidade dos fatos esmagou o presente e o futuro será tomado à força.


T LB

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