As gerações anteriores discordavam sobre que futuro construir: capitalismo ou socialismo, modernidade ou tradição.
A geração atual, ao seu ver, simplesmente não acredita que haja futuro para construir —ou que ele valha o esforço.
Esse niilismo desemboca em muitos comportamentos problemáticos e abre a porta para visões de futuro assustadoras.
A Palantir, empresa norte-americana de tecnologia e segurança, deu mais um empurrão nesse debate ao publicar recentemente um manifesto, de autoria do seu CEO, Alex Karp, e do diretor de assuntos corporativos, Nicholas Zamiska. Segundo o documento, o futuro é um projeto de poder tecnológico, vigilância estatal e supremacia digital.
Karp trata os debates éticos sobre tecnologia militar como “teatrais” e as culturas que não acompanharem o ritmo como “disfuncionais e regressivas”. É o futuro como imposição, não como promessa.
A cruel ironia é que esses dois universos —o dos jovens em luto pelos dinossauros e dos executivos de big tech traçando o futuro— convergem em um mesmo ponto: o mundo está em transformação, a velocidade dos fatos esmagou o presente e o futuro será tomado à força.








