O presidente francês, Emmanuel Macron, propôs nesta terça-feira (5) a nomeação de Emmanuel Moulin para o cargo de governador do Banco da França, apesar do descontentamento com a indicação de um funcionário que, até o dia anterior, ocupava o cargo de secretário-geral da Presidência.
A oposição acusa Macron de “bloquear” os cargos para instituições-chave, como o Tribunal de Contas e o Conselho Constitucional, ao nomear pessoas próximas a ele antes das eleições presidenciais de 2027, nas quais não pode se candidatar.
“O presidente da República contempla, por proposta do primeiro-ministro, a nomeação do Sr. Emmanuel Moulin para o cargo de governador do Banco da França”, anunciou seu gabinete em comunicado. O Parlamento agora precisa confirmar a nomeação.
Este ex-diretor-geral do Tesouro, de 57 anos, atuou em diversos gabinetes governamentais durante as presidências do conservador Nicolas Sarkozy (2007-2012) e do presidente de centro-direita Macron desde 2017.
Se confirmado pelo Parlamento, ele sucederá François Villeroy de Galhau, cuja renúncia inesperada após mais de uma década no cargo foi interpretada como uma forma de permitir que Macron nomeie um novo governador antes de sua saída em 2027.
O atual governador afirmou na segunda-feira que ninguém lhe pediu para renunciar e insistiu em defender a “independência” da instituição, quando questionado pelos veículos BMFTV e RMC sobre a possível nomeação de Moulin.
O mandato do próximo governador do Banco da França terminará em junho de 2032, semanas após o término do mandato do presidente eleito pelos franceses no ano que vem. A extrema direita lidera as pesquisas para o primeiro turno das eleições.
Embora a França, a segunda maior economia da UE, utilize o euro como moeda oficial, o governador é uma figura econômica fundamental, com responsabilidades relacionadas à política monetária, ao combate ao endividamento excessivo e à emissão de cédulas.








