O Brasil tem mais profissionais na fronteira da inteligência artificial do que Estados Unidos, Japão e Índia, mostra o Work Trend Index, estudo da Microsoft. Divulgado nesta semana, a pesquisa analisou, para uma dezena de mercados com alto desenvolvimento tecnológico, os níveis de adoção de IA, os receios dos trabalhadores e suas impressões a respeito da tecnologia.
Por aqui, foram classificados como profissionais de fronteira 27% da força de trabalho que já usa IA. São pessoas que usam agentes de IA para automatizar fluxos de trabalho, constróem sistemas multiagente, redefinem rotinas e identificam onde implementar agentes para automatizar processos repetitivos. Também participam da criação de padrões compartilhados do uso de IA em suas equipes. Para a Microsoft, eles representam um grupo pequeno, mas desproporcionalmente valioso. Na média mundial, correspondem a 16% de todos os usuários de IA.
Ainda segundo o estudo, o Brasil possui a maior parcela de usuários de IA (72%) que executam hoje atividades no ambiente de trabalho que não tinham um ano atrás. No mundo, esse índice é, na média, de 58%. Talvez isso aconteça porque o brasileiro se sinta mais pressionado do que seus colegas em outros do mundo a se adaptar ao avanço da IA. Por aqui, quase 80% temem ficar para trás se não aprenderem a usar IA rapidamente no trabalho. A média mundial é de 65%.







