Segunda-feira, 11/05/26

Mudança no crédito imobiliário visa ampliar disponibilidade de recursos, diz diretor do BC

Mudança no crédito imobiliário visa ampliar disponibilidade de recursos, diz diretor do BC
Mudança no crédito imobiliário visa ampliar disponibilidade de recursos, diz – Reprodução

O diretor de Regulação e de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, Gilneu Vivan, disse nesta segunda-feira, 11, que a mudança no funding imobiliário realizada pela autarquia no ano passado teve como objetivo ampliar os recursos disponíveis e permitir que a modalidade crescesse.

“O uso da poupança sempre foi um ótimo modelo, mas o ponto era que a gente não ia chegar aonde se gostaria com esse modelo”, afirmou Vivan, durante live do BC sobre o tema. “Se necessitava achar uma forma de rearrumar o modelo, de forma a conseguir mais recursos, uma taxa que fosse adequada para um produto de crédito imobiliário.”

O novo modelo de crédito imobiliário lançado pelo governo em outubro prevê um aumento gradual do porcentual do saldo da poupança destinado ao setor. Hoje, são 65%. Com a mudança, o valor passa a ser o equivalente a 100% do saldo, embora a fonte passe a ser captada a mercado, por meio de Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras Imobiliárias Garantidas (LIGs), por exemplo.

A instituição financeira capta os recursos a mercado e pode usar um valor equivalente do saldo da poupança para aplicar em ativos, com lucro maior do que é pago pela poupança. A ideia do BC é que esse spread sirva para reduzir os juros da operação.

Segundo Vivan, a mudança ocorreu porque o saldo de poupança está estagnado em termos nominais desde 2020, o que impede o crescimento do crédito imobiliário como porcentual do Produto Interno Bruto (PIB). Considerando apenas o crédito financiado pela poupança, ele representa 6% do PIB no Brasil – contra 20% a 30% do PIB em outros países de renda média.

O diretor lembrou que, até a mudança, a falta de recursos para o segmento já havia levado instituições financeiras a procurar financiamento a mercado, o que as levava a ofertar crédito com juros maiores. Ao mesmo tempo, o financiamento vinha sendo diminuído, de 80% para 60% ou 50% do valor do imóvel, por exemplo. “As taxas sobem e o volume de crédito diminui”, disse.

Estadão Contéudo

T LB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *