Terça-feira, 12/05/26

IA da China cria pessoas digitais em minutos

IA da China cria pessoas digitais em minutos
IA da China cria pessoas digitais em minutos – Reprodução

Diogo Cortiz avalia que a tecnologia ainda está nas primeiras gerações, mas avança rápido e isso amplia tanto as possibilidades quanto os riscos. Para ele, no entanto, é bom lembrar que estamos diante de uma deepfake, uma imagem sintética criada a partir de técnicas de inteligência artificial para replicar um ser humano de verdade.

Criações como a mostrada no programa e a Dona Maria, acrescenta Diogo, abrem espaço para moldar uma realidade que nunca existiu, o que pesa especialmente em períodos eleitorais.

Quando a gente fala dessa criação de conteúdos e mídia sintética, a gente pode criar qualquer realidade. Eu uso a metáfora de uma caixinha de multiversos: você consegue criar uma realidade que nunca existiu. Isso é muito significativo, principalmente em ano eleitoral. O que vai ter de criação de conteúdos políticos usando deepfake acaba sendo muito assustador. Você pode fazer candidatos se comportando, dizendo coisas que eles nunca disseram.
Diogo Cortiz

O impacto, no entanto, não é só político. Há o lado econômico, pois já há gente “vendendo a imagem” para ser reproduzida. Foi o caso de Khaby Lame. O maior influenciador do TikTok vendeu sua “alma digital” por US$ 975 bilhões para a Rich Sparkle Holdings, que agora pode usar sua imagem, voz e gestos para criar deepfakes dele para vender produtos 24 horas por dia.

Para Diogo, o debate precisa olhar menos para a tecnologia em si e mais para o objetivo do uso -entretenimento e possibilidades de ensino de um lado, manipulação do outro.

Helton também aponta outras aplicações positivas, como usos pontuais no audiovisual quando há autorização dos atores, e treinamento de IA com imagens sintéticas em casos da ausência de dados reais em volume abundante.


T LB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *