Terça-feira, 12/05/26

Velório de pesquisador morto em Buenos Aires em Goiânia

Velório de pesquisador morto em Buenos Aires em Goiânia
Velório de pesquisador morto em Buenos Aires em Goiânia – Reprodução

despedida

Corpo de Danilo Neves Pereira foi repatriado após morte na Argentina; caso ainda é cercado de incertezas

Professor goiano Danilo Neves Pereira (Foto: Reprodução)

O velório do pesquisador goiano Danilo Neves Pereira, de 35 anos, que morreu no dia 14 de abril, em Buenos Aires, na Argentina, será realizado nesta terça-feira (12), em Goiânia. A cerimônia acontece das 08h às 11h, no Complexo Vale do Cerrado, localizado na saída para Trindade, e será aberta a familiares e amigos.

  • Saiba quem era o pesquisador goiano Danilo Neves Pereira; leia aqui

O corpo de Danilo foi repatriado ao Brasil e chegou ao país na manhã de segunda-feira (11), pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. A morte do pesquisador ocorreu após ele ser encontrado em estado grave e levado a um hospital na capital argentina, em um caso que ainda apresenta pontos não esclarecidos e mobilizou familiares durante semanas em busca de respostas.

Corpo foi repatriado ao Brasil

O corpo do pesquisador chegou ao Brasil na manhã de segunda-feira (11), pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Danilo estava desaparecido desde o dia 14 de abril, em Buenos Aires, após sair para um encontro com um homem que conheceu por meio de um aplicativo.

Diante da falta de notícias, amigos e familiares iniciaram uma campanha nas redes sociais em busca de informações sobre seu paradeiro, o que gerou grande repercussão.

Morte ocorreu após internação em hospital argentino

O corpo de Danilo foi localizado no dia 20 de abril no Hospital Ramos Mejía, na capital argentina, a cerca de três quilômetros do local onde teria ocorrido o encontro. Segundo registros da polícia local, ele foi levado à unidade de saúde no próprio dia 14, apresentando quadro de agitação psicomotora, possivelmente relacionado a intoxicação.

Informações divulgadas pela imprensa argentina apontam que ele teria sido encontrado na rua com sinais de descompensação. Exames indicaram ainda que Danilo estava com pneumonia e morreu horas depois, em decorrência de edema cerebral difuso, além de complicações pulmonares e hemorragia. As autoridades, no entanto, não confirmaram oficialmente todos os detalhes, e o caso segue com pontos em aberto.

Últimos contatos indicavam preocupação

Antes de desaparecer, o pesquisador compartilhou com amigos informações sobre o homem com quem se encontraria, identificado como um chileno que se apresentou como “Ulysses”, além de enviar sua localização em tempo real.

Em áudios, Danilo relatou situações de desconforto durante o encontro, como tentativas de gravação sem consentimento e a sensação de estar sendo perseguido. Ele chegou a mencionar a intenção de procurar uma delegacia. O homem citado não se manifestou até o momento.

Histórico de saúde

Segundo familiares, Danilo enfrentava transtorno bipolar e já havia relatado episódios de paranoia anteriormente. Ele estava morando em Buenos Aires havia cerca de seis meses.

A cerimônia de despedida nesta terça-feira será marcada por homenagens e pela comoção de amigos e familiares, que destacam o carinho e a trajetória do pesquisador.

T LB

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