Terça-feira, 12/05/26

Rio Tapajós registra recorde de 2,38 milhões de toneladas no bimestre inicial de 2026

Rio Tapajós registra recorde de 2,38 milhões de toneladas no bimestre inicial de 2026
Rio Tapajós registra recorde de 2,38 milhões de toneladas no – Reprodução

O Rio Tapajós reafirmou sua importância estratégica para a economia brasileira ao registrar volumes recordes de movimentação de cargas no primeiro bimestre de 2026. Mesmo diante de uma seca moderada, a hidrovia transportou 2,38 milhões de toneladas, consolidando-se como alternativa logística eficiente para o escoamento da produção nacional e o abastecimento do oeste do Pará.

Em 2025, a Hidrovia do Rio Tapajós movimentou 16,8 milhões de toneladas, um aumento de 14,3% em comparação a 2024. Destacou-se a operação de alto rendimento, como o comboio de 36 barcaças com capacidade para 110 mil toneladas, evidenciando o potencial de escala e a sustentabilidade ambiental do transporte hidroviário. Comparado ao rodoviário, o fluvial apresenta menor índice de acidentes, custo de frete reduzido e emissões de CO2 significativamente inferiores.

A movimentação é dominada por granéis sólidos, especialmente soja e milho oriundos das regiões produtoras do Mato Grosso, transportados pela BR-163 até Miritituba, em Itaituba (PA). De lá, as barcaças prosseguem até os terminais de Santarém e Barcarena, no Pará, para exportação internacional. Em 2025, soja e milho representaram 88,4% do total transportado, com crescimentos de 40% na movimentação de petróleo e derivados, e 46,8% em adubos (fertilizantes).

No primeiro bimestre de 2026, soja e milho responderam por 86% da carga, seguidos por adubos com 6,3% e granéis líquidos com 7,4%. A região conta com 41 empreendimentos em fase de projetos, obras e operações nas cidades de Itaituba, Santarém e Rurópolis, fomentando o desenvolvimento contínuo.

Investimentos via concessões prometem aprimorar a infraestrutura aquaviária, com serviços de dragagem, derrocamento, balizamento e sinalização náutica. Essas medidas garantirão segurança, regularidade e eficiência na navegação, incorporando tecnologias de monitoramento e inteligência fluvial. O contrato de longo prazo promoverá gestão transparente, investimentos privados e diálogo com a sociedade.

O transporte hidroviário emite 80% menos CO2 que o rodoviário, contribuindo para a preservação da Amazônia e alinhando-se aos compromissos brasileiros de sustentabilidade. Além de reduzir custos logísticos e potencialmente baratear produtos, as concessões integram as cidades paraenses a um ciclo de prosperidade econômica e social.

T LB

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