Segunda-feira, 18/05/26

PIB do Chile contraiu no 1º trimestre devido ao fraco desempenho das exportações

PIB do Chile contraiu no 1º trimestre devido ao fraco desempenho das exportações
PIB do Chile contraiu no 1º trimestre devido ao fraco – Reprodução

O Produto Interno Bruto (PIB) do Chile contraiu 0,5% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o ano anterior, o pior desempenho em 17 anos, devido à queda nas exportações e na mineração, informou o Banco Central nesta segunda-feira (18).

“No primeiro trimestre de 2026, a atividade econômica caiu 0,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior”, afirmou o Banco Central em seu relatório de Contas Nacionais, que mostra um desempenho mais fraco no comércio exterior devido a “uma queda nas exportações e um aumento nas importações”.

O primeiro trimestre abrange o período final do governo do esquerdista Gabriel Boric, que passou o poder para o direitista José Antonio Kast em 11 de março.

O indicador trimestral é o pior desde 2009, comentou o ministro da Economia e Mineração, Daniel Mas, em sua conta na rede X.

Segundo o Banco Central, nos primeiros três meses de 2026, as exportações caíram 4,9%, enquanto as importações de bens e serviços cresceram 2%.

A queda no PIB também foi influenciada por uma redução de 5,4% nas atividades agrícolas e florestais e de 3,1% na mineração.

O Chile é o maior produtor mundial de cobre, respondendo por quase um terço da oferta global, e o segundo maior produtor de lítio, ambos metais essenciais para a produção de veículos elétricos e dispositivos tecnológicos.

O setor de mineração é responsável por entre 10% e 15% da geração do PIB.

A indústria do cobre enfrenta, por um lado, uma alta histórica nos preços internacionais do cobre e, por outro, uma queda de 1,6% na produção, principalmente devido ao envelhecimento das minas.

A economia chilena registrou crescimento do PIB de 2,5% em 2025.

– “Recuperar o crescimento” –

O novo governo Kast considera esse desempenho baixo e propôs ao Congresso uma reforma econômica para alcançar um crescimento de até 4% até o final de seu mandato, em 2030.

O plano, atualmente em discussão na Câmara dos Deputados, inclui uma redução do imposto de renda corporativo para grandes empresas, de 27% para 23%. A oposição de esquerda critica a medida, acusando o governo de “favorecer os mais ricos”.

“Retomar o crescimento econômico é uma obrigação moral para voltarmos ao caminho das oportunidades, do desenvolvimento e da melhoria da vida de nossos compatriotas”, acrescentou o ministro Mas, que pediu aos parlamentares que aprovem a reforma proposta por Kast.

T LB

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