O objetivo é superar as limitações do Ingenuity, primeiro helicóptero a voar em outro planeta. Ele fez seu primeiro voo histórico em 19 de abril de 2021, em Marte. A pequena aeronave, um protótipo projetado para verificar se um helicóptero poderia ser eficaz em uma atmosfera tão rarefeita, superou as expectativas, completando 72 voos ao longo de quase três anos.
O Ingenuity foi uma demonstração tecnológica pioneira que não carregava instrumentos científicos. O recém-anunciado projeto SkyFall e outras possíveis aeronaves futuras de Marte serão capazes de transportar cargas para coletar dados em apoio a futuras missões humanas e robóticas, aproveitando as vantagens da exploração aérea em baixa altitude.
NASA teve um ótimo desempenho com o helicóptero Ingenuity, mas estamos exigindo que essas aeronaves de próxima geração façam ainda mais no Planeta Vermelho. Isso não é fácil. Embora tudo em Marte seja difícil, voar lá é praticamente a coisa mais difícil que se pode fazer. Isso porque sua atmosfera é incrivelmente rarefeita, o que dificulta gerar sustentação, e ainda assim Marte tem gravidade significativa Al Chen, gerente do Programa de Exploração de Marte no JPL
Com apenas 1% da densidade da atmosfera terrestre, voar em Marte exige rotações extremamente altas. Os engenheiros precisaram testar rotores girando a até 3.750 rpm (rotações por minuto) e enfrentando ventos simulados, superando o “comportamento imprevisível” próximo à barreira do som.
Impacto para o futuro da exploração marciana
O projeto SkyFall planeja enviar três helicópteros avançados a Marte em dezembro de 2028. A nova tecnologia permitirá explorar terrenos que rovers têm dificuldade de alcançar e coletar dados que orbitadores não conseguem com o mesmo nível de detalhe.








