Segunda-feira, 08/06/26

Vigilância Sanitária do DF apreende mais de 10 toneladas de alimentos impróprios para consumo em 2026

Vigilância Sanitária do DF apreende mais de 10 toneladas de alimentos impróprios para consumo em 2026
Vigilância Sanitária do DF apreende mais de 10 toneladas de – Reprodução

A Vigilância Sanitária do Distrito Federal, vinculada à Secretaria de Saúde (SES-DF), apreendeu 10.152 quilos de alimentos impróprios para consumo desde o início de 2026. No mesmo período, foram realizadas 15,4 mil fiscalizações e emitidos 603 autos de infração, incluindo 169 interdições parciais ou totais de estabelecimentos.

Os dados foram divulgados neste domingo (7), em referência ao Dia Mundial da Segurança dos Alimentos, instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientizar a população sobre os riscos das doenças transmitidas por alimentos contaminados, como infecções alimentares, infestações por parasitas e botulismo.

Segundo a diretora de Vigilância Sanitária da SES-DF, Márcia Olivé, as ações têm caráter prioritariamente preventivo e abrangem toda a cadeia produtiva dos alimentos, desde a produção até a comercialização em restaurantes, cantinas e eventos.

“Estamos falando de internações, faltas ao trabalho, sequelas graves e, em casos extremos, mortes que poderiam ser totalmente evitadas, além de sobrecarga nas unidades de saúde”, afirmou.

Fiscalizações da Vigilância Sanitária têm caráter prioritariamente educativo, informando sobre as boas práticas para cada atividade. Foto: Arquivo/Agência Saúde DF

A participação da população também é considerada fundamental para o trabalho de fiscalização. Por meio da plataforma Participa DF ou pelo telefone 162, os cidadãos podem solicitar informações e registrar denúncias. Apenas em 2026, a Vigilância Sanitária já atendeu 2.206 demandas encaminhadas pela população.

“A segurança dos alimentos começa no campo, passa pelo comércio e termina na mesa do consumidor. Em casa, o cidadão é o último vigilante sanitário”, destacou Márcia Olivé.

Além da fiscalização, a Vigilância Sanitária mantém ações educativas voltadas ao setor regulado. De acordo com a diretora, as punições são aplicadas principalmente em situações de negligência grave ou reincidência. Neste ano, 6.897 servidores participaram de treinamentos sobre boas práticas sanitárias.

Lacen-DF conta com laboratórios onde são realizadas análises químicas e microbiológicas das amostras coletadas pela Vigilância Sanitária. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

Análises laboratoriais reforçam controle

O trabalho de monitoramento conta com o apoio do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), responsável por análises microbiológicas capazes de identificar a presença de bactérias e fungos em alimentos. O laboratório também realiza exames físicos, químicos e físico-químicos para detectar aditivos, contaminantes e outras substâncias presentes nos produtos.

As análises abrangem alimentos sólidos e líquidos, com resultados disponibilizados em até 72 horas. Em 2026, mais de 700 produtos já foram coletados pela Vigilância Sanitária para avaliação laboratorial.

Os itens são recolhidos diretamente em supermercados, farmácias e serviços de saúde para verificar se os produtos comercializados atendem aos padrões de qualidade e segurança exigidos pela legislação.

“O objetivo destas análises é verificar se as amostras coletadas estão dentro dos padrões de qualidade exigidos para consumo, de acordo com as legislações sanitárias vigentes”, explicou a diretora do Lacen-DF, Solange Fagundes.

A gerente substituta da Gerência de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar da SES-DF, Fernanda Ledes, alertou que a contaminação nem sempre é perceptível ao consumidor.

“O alimento contaminado, muitas vezes, mantém o mesmo cheiro, cor e sabor de um alimento saudável”, ressaltou.

A especialista recomenda evitar o consumo de alimentos de procedência duvidosa, ovos com cascas sujas ou rachadas, carnes sem selo de inspeção oficial, produtos sem rotulagem adequada, sem data de validade ou origem conhecida, além de itens com embalagens amassadas, semiabertas ou enferrujadas.

“A fiscalização é uma obrigação de cada consumidor”, concluiu Fernanda Ledes.

T LB

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