Sábado, 13/06/26

Talibã prende 30 mulheres no Afeganistão por violar hijab, alerta ONU

Talibã prende 30 mulheres no Afeganistão por violar hijab, alerta ONU
Talibã prende 30 mulheres no Afeganistão por violar hijab, alerta – Reprodução

FOLHAPRESS

Autoridades na cidade de Herat, no oeste do Afeganistão, prenderam pelo menos 30 mulheres, acusando-as de violar as regras de vestimenta impostas pelo Talibã, informou nesta quinta-feira (11) a agência da ONU para os direitos das mulheres.

A declaração veio após a repressão a protestos contra as prisões no distrito de Injil, em Herat, na terça-feira (9).

De acordo com a organização, pelo menos duas pessoas, incluindo um menino, foram mortas e mais de 20 ficaram feridas após disparos durante as manifestações, que reuniram dezenas de homens contra a detenção de mulheres por não usarem o chador ou a burca, vestimentas que cobrem completamente o corpo.

“As prisões aumentaram o medo e a apreensão entre mulheres e meninas em todo o Afeganistão”, disse a ONU Mulheres, acrescentando que muitas das mulheres já haviam sido liberadas.

Autoridades da polícia moral do Talibã, o Departamento para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício, detiveram algumas mulheres nos dias anteriores aos protestos por supostamente não cumprirem as regras do hijab.

A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) também fez denúncias na quinta-feira pela detenção de uma de suas funcionárias afegãs pela polícia moral de Herat. De acordo com a organização, a mulher foi acusada de “não respeitar o código de vestimenta”.

“Finalmente, ela foi libertada em 8 de junho após ter que assinar, assim como seu marido e outros membros de sua família, um compromisso por escrito de usar no futuro o tipo de roupa imposto pelas autoridades”, afirmou a MSF, que ressaltou que o incidente não é um caso isolado.

Forças locais negaram os relatos de que mulheres foram presas.

Desde que tomou o poder em Cabul em 2021, o Talibã impôs amplas restrições às mulheres e meninas no país devastado pela guerra, incluindo limites ao acesso à educação, emprego e esporte, gerando críticas internacionais.

T LB

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