O Mapa do Caminho será orientado por quatro premissas principais. A primeira prevê considerar as circunstâncias nacionais diversas, como diferentes níveis de desenvolvimento socioeconômico, acesso à energia, dependência de combustíveis fósseis e capacidade de transição. A segunda define que o instrumento deve ser não prescritivo, flexível e voltado à implementação prática, para apoiar roteiros nacionais e trajetórias específicas de cada país.
A terceira premissa propõe um conjunto de princípios para avaliar, de forma multidimensional, a dependência de combustíveis fósseis e a prontidão para a transição, incluindo indicadores energéticos, econômicos, institucionais e sociais. A quarta incorpora abordagens de transição justa, responsabilidades comuns porém diferenciadas, inclusividade, saúde, gênero, povos indígenas e direitos humanos, com foco em assegurar ampla aceitação social e minimizar impactos sobre comunidades e trabalhadores dependentes dos combustíveis fósseis.
As consultas realizadas até agora indicam que o mapa do caminho deverá se concentrar menos em metas uniformes e mais nos obstáculos concretos que dificultam a transição, como dependência fiscal do petróleo, subsídios aos combustíveis fósseis, acesso a financiamento, desenvolvimento industrial e proteção de trabalhadores e comunidades dependentes do setor.








