A União Europeia (UE) anunciou que retomará formalmente na segunda-feira (15) as negociações com a Ucrânia para sua adesão ao bloco, um processo que foi reativado graças ao fim do veto da Hungria.
“Todos os Estados-membros concordaram em abrir o primeiro agrupamento de negociações de adesão com a Ucrânia e a Moldávia”, anunciaram conjuntamente o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
“É um reconhecimento da determinação, da coragem e do árduo trabalho demonstrados pelos dois países para avançar nas reformas, apesar dos imensos desafios”, declararam os dois líderes, que saudaram “um passo importante” rumo à ampliação do bloco.
Esse primeiro grupo de temas de negociação, conhecido como “cluster” no jargão de Bruxelas, será centrado nos valores e princípios fundamentais que os dois países deverão respeitar para um dia integrarem a UE.
Para aderir ao bloco europeu, os países candidatos precisam negociar, ao todo, seis “clusters”, que abrangem dezenas de capítulos.
Dessa forma, Bruxelas pretende assegurar que eles tenham adotado e aplicado as numerosas regras e normas vigentes na UE, desde meio ambiente até agricultura, passando pelo mercado interno.
A Hungria, durante o governo do ex-primeiro-ministro nacionalista Viktor Orbán, opôs-se a essa adesão e vetou o processo de negociação iniciado oficialmente em 2024.
O bloqueio foi retirado após a vitória, em abril, de seu principal opositor, Péter Magyar.
Ainda assim, a Ucrânia, cenário de uma guerra desde a invasão russa de 2022, enfrenta um longo caminho para poder integrar a União Europeia.
Mesmo que consiga concluir com êxito as negociações — o que levará anos —, sua adesão dependerá da aprovação unânime dos 27 Estados-membros e posteriormente deverá ser ratificada por cada um deles, por meio de votação parlamentar ou referendo.
Para a União Europeia, em qualquer caso, “a ampliação é uma escolha estratégica”, afirmaram António Costa e Ursula von der Leyen.








