Domingo, 14/06/26

Aluguel Social atende 1,3 mil mulheres vítimas de violência no DF

Aluguel Social atende 1,3 mil mulheres vítimas de violência no DF
Aluguel Social atende 1,3 mil mulheres vítimas de violência no – Reprodução

Mais de 1,3 mil mulheres em situação de vulnerabilidade social e vítimas de violência doméstica já receberam auxílio do programa Aluguel Social, criado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em 2024. A iniciativa oferece R$ 600 por mês para custeio de moradia digna e, segundo a Secretaria da Mulher (SMDF), já consumiu cerca de R$ 4 milhões.

De acordo com os dados da pasta, o programa pagou 6.659 parcelas desde a criação e beneficiou 1.362 mulheres. Atualmente, 749 cidadãs recebem o auxílio, que tem duração de seis meses, com possibilidade de prorrogação por igual período, totalizando até um ano de apoio.

O benefício é destinado a mulheres em situação de violência doméstica ou familiar que tenham medida protetiva expedida pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) ou pelo Ministério Público da União (MPU), renda per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar de até dois salários mínimos, residência no DF e acompanhamento psicossocial pela rede de atendimento da Secretaria da Mulher.

Para a secretária da Mulher interina, Jackeline Aguiar, o principal objetivo do programa é permitir que mulheres deixem ambientes de risco e iniciem um processo de reconstrução pessoal. Ela afirma que a iniciativa foi criada para retirar as beneficiárias da convivência com o agressor e garantir que possam fixar residência em outro local, longe da violência.

A secretária também destacou a dependência financeira como um dos fatores que mantêm mulheres em relacionamentos abusivos. Segundo ela, o apoio habitacional ajuda a oferecer autonomia e dignidade para que elas possam recomeçar.

Entre os relatos de beneficiárias, Clarice, nome fictício, conta que conviveu por mais de duas décadas com a violência e o medo dentro da própria casa. Segundo seu relato, após ser encaminhada ao programa por uma agente policial, conseguiu deixar o imóvel com os filhos e iniciar uma nova etapa da vida.

Ela afirma que o benefício trouxe tranquilidade e que passou a conseguir dormir depois da saída. Clarice diz ainda que a aprovação do auxílio ocorreu em menos de 15 dias e atribui ao programa a coragem para romper com 22 anos de agressão.

Além da assistência habitacional, as beneficiárias são encaminhadas a ações de qualificação profissional e empregabilidade. A Secretaria da Mulher informa que busca oferecer capacitação, estabilização emocional e inserção no mercado de trabalho para ampliar a autonomia econômica das participantes.

Segundo Jackeline Aguiar, as mulheres atendidas precisam estar acompanhadas por um dos equipamentos da Secretaria da Mulher e cumprir requisitos voltados para a construção da autonomia. A pasta também incentiva o acesso a cursos oferecidos pela secretaria e a programas habitacionais.

T LB

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