Sábado, 04/07/26

Polícia pede à Justiça a prisão de suspeito de atirar em tenente da Rota, irmão de Eloá

Polícia pede à Justiça a prisão de suspeito de atirar em tenente da Rota, irmão de Eloá
Polícia pede à Justiça a prisão de suspeito de atirar – Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo pediu à Justiça a prisão do suspeito de ter atirado em Ronickson Pimentel dos Santos, 39, 1° tenente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), da Polícia Militar, em São Caetano do Sul (SP), em 27 de junho.

A prisão do suspeito foi solicitada pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) à Justiça na quinta-feira (2).

Ele é conhecido como Golias e o pedido de prisão foi baseado em imagens e relatório da investigação do atentado contra o militar.

De acordo com a investigação, Golias é o homem que estava na garupa da moto e atirou na cabeça de Pimentel quando ele estava parado em um semáforo na avenida Goiás, a principal via de São Caetano do Sul.

O militar está internado em estado grave no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, na Grande São Paulo.

Segundo a investigação, além dos dois homens na motocicleta, um terceiro suspeito ficou responsável pela condução de um Renault Logan. O veículo teria dado suporte operacional direto ao ataque. Esse veículo teria sido usado em um monitoramento mais específico da rotina de Pimentel, conforme relatório da Prefeitura de São Caetano do Sul através do Smart Sanca, sistema de câmeras municipal.

Outros dois carros foram identificados após análise de câmeras de segurança, totalizando ao menos cinco pessoas envolvidas. Duas delas estão presas por envolvimento indireto no caso.

Ronickson é irmão mais velho de Eloá Pimentel, morta aos 15 anos por Lindemberg Alves na casa em que a família morava em Santo André, em outubro de 2008.

Documento obtido pela Folha de S.Paulo indica que o crime foi planejado, com estudo prévio de horários e locais.

“A dinâmica dos fatos indica, ainda, que não se trata de ação delitiva comum, mas de investida coordenada direcionada contra agente policial, com sinais evidentes de planejamento prévio, divisão de tarefas, utilização de veículos de apoio e estratégias de evasão e ocultação de vestígios, o que evidencia elevado grau de organização e periculosidade”, diz trecho do documento.

Conforme a Prefeitura de São Caetano do Sul, a placa do Renault Logan branco teve uma primeira identificação pelo sistema de monitoramento da cidade em 14 de fevereiro, com diversas outras passagens ao longo dos meses seguintes. A última ocorreu em 22 de maio, cerca de um mês antes do ataque.

O veículo, segundo o documento, teve como destinos pontos próximos aos frequentados pelo policial, como a academia e a residência dele.

“A recorrência dessas passagens, associada à escolha de locais diretamente vinculados à rotina da vítima, sugere a existência de possível atividade de vigilância prévia, hipótese que deverá ser apreciada no contexto das demais provas produzidas durante a investigação”, diz trecho do documento obtido pela reportagem.

Uma foto mostra que o veículo passou pelo local onde Pimentel foi baleado instantes depois do ataque. O policial ainda estava caído no chão, recebendo auxílio de testemunhas, quando Logan transitou por uma faixa ao lado, em meio a outros carros.

T LB

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