O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para 19 de agosto o julgamento do processo que trata da realização de novas eleições para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro. Em abril, a análise havia sido suspensa após pedido de vista do ministro Flávio Dino.
A ação foi apresentada pelo diretório estadual do PSD, que defende a realização de eleições diretas para o comando interino do estado. O partido contesta a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que definiu votação indireta, por meio dos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
O caso tem origem na condenação do ex-governador Cláudio Castro à inelegibilidade pelo TSE, em 23 de março, um dia após sua renúncia ao cargo. Segundo a decisão do tribunal, a saída do ex-vice-governador Thiago Pampolha para uma vaga no Tribunal de Contas do estado e a cassação do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, levaram à تعیینação de eleições indiretas para um mandato-tampão até o fim de 2026.
O PSD recorreu ao Supremo e sustentou que as eleições deveriam ser diretas. A legenda também afirmou que a renúncia de Castro teria sido uma manobra para viabilizar a escolha indireta, e não a popular, já que o ex-governador poderia deixar o cargo até 4 de abril.
Enquanto o caso aguarda decisão, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, exerce interinamente o governo do estado.
*Com informações da Agência Brasil








