As projeções atmosféricas mais recentes indicam uma semana em São Paulo de tempo seco, sem previsão de chuva, porém com madrugadas frias e tardes mais agradáveis, segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas), da prefeitura.
“O bloqueio atmosférico imposto pela presença do sistema de alta pressão segue inibindo a formação de nuvens carregadas e passagem de frentes fria em direção ao sudeste”, diz trecho do boletim meteorológico do CGE.
Na quarta-feira (15), a madrugada marca 9°C (mínima). No decorrer do dia, o sol deve prevalecer e elevar as temperaturas em até 21°C (máxima). A taxa mínima de umidade do ar será de 50%.
Na quinta (16), os termômetros registram mínimas entre 9°C e 10°C na madrugada. Na primeira parte do dia, é esperado céu nublado e amanhecer com probabilidade de redução de visibilidade em algumas regiões, por conta da formação de névoa úmida.
Ao longo da quinta a nebulosidade deve diminuir e o sol passa a predominar entre poucas nuvens, o que favorece a elevação da temperatura. A máxima será de 25°C com percentuais mínimos de umidade do ar próximos aos 45%.
A OMS (Organização Mundial de Saúde) estabelece que índices de umidade inferiores a 60% não são adequados. Por isso, cuidados com o corpo devem ser redobrados durante este período, como boa hidratação e uso de umidificador do ar.
CHUVAS NO SUL
O aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, característico do El Niño, altera a circulação da atmosfera e influencia o clima em diversas partes do mundo, de acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
No Brasil, o fenômeno tende a reduzir as chuvas nas regiões Norte e Nordeste. Por outro lado, deve aumentar a frequência e o volume das precipitações nos estados do Sul o Rio Grande do Sul poder ser o mais afetado pelo temporal.
O Climatempo afirma, em seu boletim meteorológico, que atuação do El Niño ainda é limitada, pois está em contínuo processo de intensificação e ainda não apresenta plenamente o acoplamento entre as condições oceânicas e atmosféricas típico de um fenômeno consolidado.
O período de tempo severo previsto para o Rio Grande entre os dias 16 e 25 de julho será provocado pela combinação de diversos ingredientes atmosféricos, entre eles o El Niño. Segundo o Climatempo, entre os principais fatores estão:
- frente semi-estacionária no Sul do Brasil;
- formação de uma área de baixa pressão atmosférica
- forte transporte de umidade vindo da Região Norte;
- atmosfera muito aquecida antes da chegada do sistema frontal;
- formação de bloqueio atmosférico no Brasil central;
- início da influência do El Niño, que, como plano de fundo, favorece episódios de chuva mais frequentes e persistentes na região.
O Rio Grande do Sul entrará em um período prolongado de instabilidade, com vários dias consecutivos de risco de chuva forte, temporais, granizo, rajadas de vento e elevados acumulados de precipitação, alerta previsão do tempo.
Esse padrão exige monitoramento constante, principalmente nas áreas mais vulneráveis a alagamentos, deslizamentos e cheias de rios. A previsão indica volumes totais de chuva entre 200 e 400 mm durante esse período no estado.







