A doméstica de 69 anos resgatada em condições análogas à escravidão em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, receberá R$ 645 mil de indenização. Ela trabalhava na residência havia 52 anos e, segundo o caso apurado pelo Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro, nunca recebeu remuneração pelos serviços prestados.
O resgate ocorreu após o recebimento de uma denúncia, que levou à coordenação de uma força-tarefa pelo MPT-RJ. Além das tarefas domésticas, a trabalhadora também cuidou do filho da empregadora quando criança e, mais tarde, passou a atuar como cuidadora da própria empregadora, que atualmente tem problemas de saúde.
Em audiência com os empregadores, foi acordado o pagamento de R$ 500 mil a título de verbas rescisórias e indenizatórias. Desse total, R$ 60 mil foram repassados imediatamente, e o restante será quitado em 60 parcelas mensais de R$ 5.239,65. O termo também prevê o recolhimento dos depósitos de FGTS referentes ao período de outubro de 2015 até a data do resgate.
Além disso, foi determinada uma pensão mensal vitalícia correspondente a 75% do salário mínimo vigente, estimada em aproximadamente R$ 145 mil, considerando uma expectativa de vida de dez anos. Com isso, o valor total do acordo chega a cerca de R$ 645 mil.








