Quarta-feira, 22/07/26

Atlas avalia até 500 MW de baterias no Brasil e vê leilão como “ponto de inflexão”

Atlas avalia até 500 MW de baterias no Brasil e vê leilão como "ponto de inflexão"
Atlas avalia até 500 MW de baterias no Brasil e – Reprodução

“Temos olhado para o ‌leilão como uma potencial oportunidade, muito nessa ‌base de ​combinar com a geração existente. Entendemos que, com a tecnologia sendo viável, podemos inclusive instalar mais geração”, disse, à margem de um evento em São Paulo.

A empresa ‌controlada pelo Global Infrastructure Partners (GIP), da BlackRock, é um dos grandes investidores em energias renováveis no Brasil que, assim como seus pares, tem sofrido com as elevadas restrições à produção das usinas eólicas e solares, impostas na operação do sistema elétrico.

A companhia suspendeu planos de US$1 bilhão em novos investimentos no mercado brasileiro, diante do problema do “curtailment”.

Segundo Bortoluzo, o primeiro leilão de baterias ajudará o setor nacional a entender o ponto de ‌equilíbrio das restrições energéticas com as quais a matriz brasileira terá que conviver no futuro.

“Acho que é consenso que nunca será zero, a gente ​sempre vai ter alguma restrição energética no sistema, mas a gente deveria ter uma visão de quanto ela é e ‌quando ela acontece, quando ela normaliza”, avaliou o executivo, durante evento.

O primeiro leilão de baterias prevê um incentivo para instalação dos sistemas no Nordeste, principalmente polo ‌para as energias eólica e solar ‌no Brasil. Projetos localizados em pontos específicos da região contarão com um “bônus”, saindo à frente na disputa pelos ⁠contratos. 


T LB

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