“Temos olhado para o leilão como uma potencial oportunidade, muito nessa base de combinar com a geração existente. Entendemos que, com a tecnologia sendo viável, podemos inclusive instalar mais geração”, disse, à margem de um evento em São Paulo.
A empresa controlada pelo Global Infrastructure Partners (GIP), da BlackRock, é um dos grandes investidores em energias renováveis no Brasil que, assim como seus pares, tem sofrido com as elevadas restrições à produção das usinas eólicas e solares, impostas na operação do sistema elétrico.
A companhia suspendeu planos de US$1 bilhão em novos investimentos no mercado brasileiro, diante do problema do “curtailment”.
Segundo Bortoluzo, o primeiro leilão de baterias ajudará o setor nacional a entender o ponto de equilíbrio das restrições energéticas com as quais a matriz brasileira terá que conviver no futuro.
“Acho que é consenso que nunca será zero, a gente sempre vai ter alguma restrição energética no sistema, mas a gente deveria ter uma visão de quanto ela é e quando ela acontece, quando ela normaliza”, avaliou o executivo, durante evento.
O primeiro leilão de baterias prevê um incentivo para instalação dos sistemas no Nordeste, principalmente polo para as energias eólica e solar no Brasil. Projetos localizados em pontos específicos da região contarão com um “bônus”, saindo à frente na disputa pelos contratos.








