Quarta-feira, 05/08/26

quem é a empresa chinesa de robôs humanoides

Robôs humanoides: por que ainda não viraram produto de massa

Especialistas apontam que os humanoides ainda fazem menos do que um humano em tarefas gerais de fábrica e logística. Grace Shao, que publica a newsletter AI Proem, resumiu o estágio atual: “Robôs humanoides simplesmente ainda não estão prontos para o mercado de massa”.

Parte do desafio está em fazer o robô generalizar tarefas quando o ambiente muda. Jiang Zheyuan, CEO da Noetix (startup de robótica), disse à publicação que “mesmo quando uma estratégia de manipulação funciona bem para uma tarefa específica, a taxa de sucesso costuma cair muito quando o ambiente muda um pouco. Por exemplo, deslocamento de objetos, iluminação diferente ou materiais diferentes na mesa”.

Wang compara o momento ao começo do computador pessoal, quando os primeiros compradores eram os próprios profissionais do setor. “À medida que o software fica cada vez mais maduro, com mais desenvolvedores entrando a cada ano, a proporção de implantações industriais de verdade está crescendo em um ritmo incrivelmente rápido”, afirmou à Time.

Ainda longe de vender produtos populares, a Unitree está em processo de abertura de capital. A empresa já recebeu sinal verde para negociar ações na Bolsa de Xangai. Nos documentos, a empresa diz que teve lucro de cerca de US$ 87 milhões em 2025, e receita de US$ 250 milhões.

A empresa tem como desafio usar robôs para aplicações industriais. Atualmente, 75% das vendas dos robôs são direcionadas para universidades, instituições de pesquisa e desenvolvedores individuais. O restante vai para locais comerciais (17%) e aplicações industriais (9%). Para piorar, os EUA anunciaram recentemente uma proibição de importação de robôs chineses, citando o temor por ciberespionagem.


T LB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *