A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que “não existe governo que consiga ser próspero sem responsabilidade fiscal” ao citar que assumiu o Governo do DF com um déficit de quase R$ 5 bilhões. A fala aconteceu durante entrevista coletiva concedida pela chefe do executivo nesta sexta-feira (7) para tratar sobre o cenário fiscal da capital federal.
“Nós assumimos um governo com um rombo de quase R$ 5 bilhões de reais, com atrasos, empalhamentos, e imediatamente nós fizemos um choque de gestão que custou da nossa parte, da parte administrativa e da parte política também, um esforço gigante para que as pessoas pudessem entender que havia uma nova gestão fiscal e orçamentária”, disse a governadora.
Sobre essa nova gestão fiscal e orçamentária, o secretário de Economia, Valdivino Oliveira, detalhou que foi preciso “segurar a despesa e acelerar a receita”. “Nós conseguimos cortar a despesa e aumentar a receita, que era o natural para a gente romper aquele ciclo que o governo vinha vivendo há três anos. Em março de 2026, nós tínhamos um déficit projetado de R$ 6 bilhões nas contas do GDF. […] Em julho de 2026, a nossa projeção é que nós vamos trocar um déficit de R$ 6 bilhões por um superávit de R$ 3 bilhões no fim de 2026”, comentou Valdivino.
Segundo o secretário, o modelo que vigorava anteriormente na capital era “de uma liberdade fiscal geral”. Agora, o cenário é outro de acordo com Valdivino. “Nós fizemos uma mudança de tal forma que essa liberdade acabou. Agora nós temos uma prioridade que a governadora elegeu”. Entre as principais medidas adotadas estão o corte de despesas; o gasto público mais qualificado; o fortalecimento da fiscalização tributária; e o controle do gasto público.
“O GDF não pode gastar mais do que 85% em despesa corrente e o GDF tem que gastar pelo menos 10% da sua arrecadação em despesas de capital. Qualquer empenho tem que estar dentro das prioridades que nós elegemos, portanto nós centralizamos as autorizações para que elas não fugissem dessas metas estabelecidas”, complementou o secretário.
Segundo Valdivino, o governo apresentou resultados práticos de qualificação dos gastos públicos. “Hoje a despesa é feita com muito mais qualidade do que era por conta do fortalecimento da fiscalização tributária e do controle rigoroso de gastos que nós fizemos nesse período”, finalizou.








