*Na prática, a IA funcionou como um “autocompletar” de DNA: ela aprendeu padrões do código genético e sugeriu receitas de genomas inteiros para novos vírus.
*No experimento descrito pelo The Guardian, os cientistas usaram modelos de linguagem para genomas (Evo1 e Evo2) treinados com dados genéticos de cerca de 2 milhões de bacteriófagos e geraram milhares de opções; quase 300 foram selecionadas para testes em laboratório.
*A fabricação foi feita inserindo o DNA desenhado pela IA dentro de bactérias, que leram esse código e passaram a produzir os novos bacteriófagos.
*O processo teve baixa eficiência: apenas 16 vírus se mostraram viáveis, mas um coquetel deles conseguiu matar E. coli resistente a bacteriófagos naturais em testes de laboratório.
*Para reduzir risco, os pesquisadores evitaram treinar os modelos com códigos genéticos de vírus que infectam humanos, animais ou plantas – justamente para não “ensinar” a IA a chegar perto de patógenos perigosos.
*Especialistas alertaram que, mesmo sendo vírus que atacam só bactérias, o trabalho prova que IA generativa já consegue criar genomas virais funcionais – e isso abre uma discussão urgente sobre biossegurança e controle.







