Os trabalhos de resgate no oeste da Colômbia entraram no segundo dia nesta terça-feira (11), enquanto equipes de emergência vasculham escombros de prédios desabados e casas destruídas após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a região cafeeira do país. As autoridades afirmam que o número de mortos, que já chega a pelo menos 164, pode aumentar.
O tremor reduziu edifícios de vários andares a ruínas em cidades como Pereira e Cali, além de provocar danos em Manizales, onde uma das torres de uma catedral histórica rachou. Equipes de emergência, com apoio de policiais, soldados e voluntários, trabalharam durante toda a noite com escavadeiras e, em alguns casos, com as próprias mãos, em busca de sobreviventes.
Em Cali, que tem cerca de 2,2 milhões de habitantes, ao menos 85 pessoas morreram. Dezenas de prédios ficaram inclinados ou foram totalmente destruídos, o que levou moradores a se refugiarem nas ruas. Vários andares superiores de um hospital da cidade, inclusive áreas pediátricas, desabaram, deixando pacientes soterrados e obrigando cerca de 600 outros a serem atendidos em uma rua tomada por escombros, segundo a diretora da unidade, Irne Torres Castro.
Em Pereira, capital de Risaralda, as autoridades registraram 66 mortos. A cidade também foi uma das mais atingidas pela destruição, com quarteirões inteiros reduzidos a pilhas de concreto e aço retorcido. Um vídeo publicado nas redes sociais e verificado pela Reuters mostrou o aeroporto balançando violentamente durante o terremoto, enquanto grandes pedaços do teto desabavam e as pessoas se abrigavam.
Mais 13 pessoas morreram em Chocó, a província rural mais próxima do epicentro. Diante de relatos de saques, o presidente Abelardo De La Espriella disse que 1.000 integrantes das forças de segurança seriam enviados a Cali até o amanhecer. Cali e Pereira também impuseram toque de recolher na noite anterior.
O desastre tem sido comparado ao terremoto de 1999 que devastou a mesma região cafeeira, deixando mais de 1.000 mortos, e aos terremotos catastróficos que mataram mais de 6.300 pessoas na vizinha Venezuela em junho.








