Quinta-feira, 20/08/26

PRF diz que caminhão teria invadido faixa contrária em acidente com 23 mortos

PRF diz que caminhão teria invadido faixa contrária em acidente com 23 mortos
PRF diz que caminhão teria invadido faixa contrária em acidente – Reprodução

CATARINA SCORTECCI
FOLHAPRESS


A Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Civil do Paraná disseram que o caminhão envolvido no acidente que deixou 23 mortos na madrugada desta quarta-feira (19) na BR-373 teria invadido a faixa contrária, o que gerou a colisão frontal com o micro-ônibus.

O acidente ocorreu no km 109 da BR-373, quando os veículos passavam pela cidade de Ipiranga, em um ponto de pista simples, por volta das 3h30.

O caminhão seguia no sentido de Ponta Grossa para Prudentópolis. Já o micro-ônibus, de Imbituva, estava levando pacientes e seus acompanhantes para hospitais da região metropolitana de Curitiba.

No momento do acidente, não havia chuva ou neblina, segundo a PRF.

A colisão está sendo investigada em um inquérito aberto pela Polícia Civil e a PRF também deve emitir um laudo pericial sobre o acidente para colaborar com a apuração.

O chefe da Delegacia da PRF em Ponta Grossa, Luis Berteli, disse que há um “indício forte de que o erro foi do caminhão”, mas acrescentou que a apuração está em andamento.

Questionado se o caminhoneiro pode ter dormido ao volante, o inspetor afirmou que “existe esta possibilidade pelo horário e pelas condições, porque não tinha nenhuma condição climática adversa, mas precisamos aguardar os laudos da perícia”, reforçou.

O motorista do caminhão está entre os 23 mortos. Segundo a Prefeitura de Imbituva, o nome dele é Alex Rivail, morador de Castro.

Segundo o inspetor, o caminhão é do tipo que realiza transporte de animais. No momento do acidente, ele estava sem nenhuma carga. Ainda de acordo com ele, o tacógrafo do caminhão “não estava em pleno funcionamento”.

O caminhão é de propriedade da empresa Meggatrans Transportes, com sede em Erechim, no Rio Grande do Sul.

A reportagem ligou para o celular vinculado ao CNPJ da empresa no cadastro da Receita Federal, mas a pessoa que atendeu disse que o número não pertence à transportadora. A reportagem também mandou email por volta das 17h, mas não teve uma resposta até a publicação deste texto.

A Prefeitura de Imbituva disse que o micro-ônibus pertence ao próprio município. A administração disse à Folha de S.Paulo que o veículo estava regular, com seguro, e começou a rodar há cerca de 2 meses.

Acrescentou que o transporte de moradores para hospitais da Grande Curitiba acontece diariamente.

Segundo a PRF, esse tipo de transporte é fiscalizado da mesma forma que os demais veículos, conforme as normas previstas no Código Brasileiro de Trânsito.

Familiares de vítimas do acidente começaram a chegar em Ponta Grossa no início da tarde. A cidade fica a cerca de 60 km de Imbituva e recebeu os cinco sobreviventes feridos.

Os corpos das vítimas fatais também foram levados para Ponta Grossa. Até as 18h, 14 vítimas já tinham sido identificadas pela Polícia Científica.

A Sesp (Secretaria de Estado da Segurança Pública) informou que tenta concluir todas as identificações até o final desta quarta.

Segundo a Prefeitura de Imbituva, um velório coletivo pode ser realizado no Ginásio Municipal de Esportes, mas a decisão ficará a critério de cada família.


T LB

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